sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

E quando eu achava que o mercado imobiliário de Estocolmo já não me podia surpreender mais


...vejo um anúncio de um apartamento de 70 m2 para arrendar em Hallonbergen (uma espécie de bairro social) pela módica quantia de 1500€ por mês. Pagamento prévio de dois meses de renda como caução. São só 4500€ assim de repente. Isto é uma selva, meuzamigos.

Bom fim-de-semana!

P.S. Há uns tempos escrevi um post sobre o tema do mercado imobiliário em Estocolmo, aqui está ele. Mais uma vez: não é para assustar ninguém, mas também não quero que venham ao engano...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Suécia vs. Portugal: a escolha do nome


Quanto mais tempo passa, mais me parece que dificilmente poderia ter vindo parar a um país (Europeu) mais diferente de Portugal. A escolha do nome da nossa pequena herdeira só veio a relembrar-me disso. Apresento-vos algumas das diferenças entre os nomes em Portugal e na Suécia. 

Os nomes próprios?
Em Portugal temos um ou dois nomes próprios. Na Suécia as crianças costumam ter uns três ou quatro.

Em Portugal somos comedidos com os nomes que escolhemos e há muitas restrições no que diz respeito aos nomes que se pode escolher. Na Suécia há muito poucas restrições, com excepção para nomes que obviamente inadequados, como por exemplo Messias, Satanás etc. 

No geral, os Suecos adoram nomes originais e fora do comum. Gostam muito de nomes Ingleses. Milton, Jimmy, Penny, Molly, Harry, Jack, William, Frank, por exemplo, são nomes bastante comuns. 

Os apelidos
Em Portugal o mais comum é ter pelo menos dois apelidos. Os Suecos têm em norma apenas um. Quando se casam mantêm o próprio apelido ou renunciam a ele, "adoptando" o apelido do(a) esposo(a). Há quem decida adicionar o apelido do(a) esposo(a), tal como fazemos em Portugal, mas é raro. Muita gente escolhe manter o seu próprio e é muito comum os membros do casal terem apelidos diferentes. É por isso difícil ver, apelas pelo nome, se um casal é casado ou não.

Os filhos do casal herdam apenas um dos apelidos, o da mãe ou o do pai. Não me perguntem como escolhem "o apelido mais importante", porque varia de caso para caso, mas já reparei que é normal escolherem o apelido que é menos comum. Se a mãe é "Borges" e o pai é "Silva", o mais provável é darem o apelido Borges aos filhos.

A ordem de importância
Em Portugal o primeiro nome próprio é por norma o "nome principal". Na Suécia a ordem dos nomes não quer dizer nada. Uma pessoa pode ser chamada Björn Oliver Knut e ser tratada por Oliver. Tudo depende do nome que os pais, ao fazer o registo no registo civil cá do reino (Skatteverket), registam como sendo o "nome principal", o chamado tilltalsnamn.

A mesma coisa com os apelidos. No caso em que têm dois apelidos, o último não é necessariamente o apelido principal, antes pelo contrário. Normalmente o primeiro apelido é o mais importante. Em Portugal é ao contrário, o último apelido é por norma o apelido principal.

As combinações
Em Portugal as pessoas costumam escolher nomes próprios que soam bem juntos. Há combinações clássicas das quais gostamos, tipo Ana Filipa, João Pedro etc.

Já os Suecos não costumam ter a preocupação de escolher nomes "a combinar". Escolhem um nome "principal" (o famoso tilltalsnamn), pelo qual a criança vai ser conhecida, e normalmente acrescentam nomes de familiares (avós, tios/tias etc). Nomes do género Fátima Filipa Encarnação Márcia (equivalência Portuguesa, vá) são normais. Neste exemplo, Filipa seria o "nome principal", Fátima o nome da avó materna, Encarnação o nome da avó paterna e Márcia o nome da tia materna.

Mudar de nome
Em Portugal é difícil mudar de nome, seja ele o nome próprio ou apelidos. Na Suécia é muito fácil e quase não é preciso apresentar justificação. Imaginem que o "João Campos" sempre quis chamar-se "João Ribeiro". O João pode simplesmente ir ao Skatteverket e mudar de apelido, com a condição de que o apelido escolhido já ser usado por 2000 pessoas a nível nacional.

[A minha teoria do porquê de ser tão fácil mudar de nome é que na Suécia o nome é "secundário", as pessoas identificam-se sobretudo pelo personnummer, uma espécie de NIF. Mas enquanto o NIF (Portugal) tem uma natureza sobretudo fiscal, o personnummer é um número único usado em todo o tipo de contextos, desde a segurança social ao ginásio da esquina. É impossível fazer inscrições básicas sem o personnummer, é impossível fazer uma vida normal sem o personnummer.]

Top de popularidade
A título de curiosidade, deixo-vos o top 10 de nomes Suecos mais populares em 2017, que fui buscar aqui.

Meninas
1. Alice
2. Alicia
3. Olivia
4. Ella
5. Ebba
6. Lilly
7. Astrid
8. Saga
9. Freja (pronuncia-se "Fréia")
10. Wilma (pronuncia-se "Vilma")

Meninos
1. William (pronuncia-se "Viliam")
2. Oscar
3. Liam
4. Lucas
5. Oliver
6. Alexander
7. Elias
8. Hugo
9. Noah
10. Adam

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Em contagem decrescente


Então como foi o vosso Natal? Por aqui muito descanso, muita comida, muito Facetime com a família lá longe. Este ano ficámos em casa. Já não posso andar de avião, e estamos em contagem decrescente para a chegada da nossa herdeira. Faltam 14 dias!




Parece que ainda ontem entrei no blogue para vos contar acerca da gravidez. Agora já temos a mala da maternidade feita e mal posso esperar para conhecer a pequena inquilina que nos últimos meses tem habitado na minha barriga.



Quanto mais o momento se aproxima, mais me apercebo que é impossível estar preparada para o que aí vem. 2019 vai ser um ano de grandes aventuras.

Feliz Ano Novo pessoal! 


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

No ano passado por esta altura já tinha feito dois ou três posts sobre o Outono na Suécia


Então aqui está um post outonal para manter a tradição. Já faz frio, mas não tanto como no ano passado. Os dias estão mais curtos. O meu aniversário está a aproximar-se, vou fazer 31 anos (whaaat?). Já comecei a comprar presentes de Natal para evitar o tombo do costume em Dezembro. O Outono na Suécia continua a ser uma estação muito bonita apesar do frio de Satanás. Ando a morrer de saudades de casa mas não tenham pena, este ano tudo tem um sabor mais especial porque estou em contagem decrescente para a minha menina chegar. 

Namorado presenteou-me com uma ida ao hotel-spa Djurönäset. Foi muito bom. Ando mimada e, apesar de o peso da gravidez se começar a fazer sentir e de as viagens para o trabalho começarem a cansar, ando bem.



Estavam 9 graus no ar e 37 na água. Foi uma sensação maravilhosa. P.S. O champanhe era sem álcool, obviamente.


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

E o fim-de-semana aí à porta


Queria partilhar duas coisas convosco:

O apelo da menina-Mulher, cuja irmã A. precisa de um(a) dador(a) de medula óssea. Dadores internacionais também contam!

Esta dica da Vera do Love Adventure Happiness, que chegou mesmo na altura certa. Eu e o Namorado devorámos a primeira temporada e aguardamos ansiosamente a segunda, que deve chegar em 2019. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Ainda vou a tempo de falar da polémica do Ronaldo?


No outro dia removi uma amizade do Facebook à custa deste assunto. Eu andava tranquila a ver o meu feed, que consiste maioritariamente em fotos e vídeos fofinhos de cães, gatos e animais variados. De repente deparo-me com um comentário de muito mau gosto em relação à alegada violação e à alegada vítima, feito por uma conhecida minha num link de uma notícia do sucedido.

Mesmo sabendo perfeitamente que ia ficar irritada, comecei a ler os outros comentários. Cada um pior do que o outro e, para minha tristeza, muitos deles da autoria de mulheres. Estamos a falar de tudo um pouco, desde insultos a ameaças variadas. Ou aquele grande clássico "Estava à espera de quê quando decidiu ir para a festa?". Como se a culpa fosse da vítima. Não é. Nunca foi. Nunca vai ser. Independentemente do que os analfabetos do Facebook digam.

Tudo isto são comentários relativos a uma pessoa que TALVEZ seja vítima de uma violação. Não sei se é. Tenho uma certeza - eu não estive lá para ver e por isso não sei o que se sucedeu. Nem eu, nem os analfabetos do Facebook. 

Outra coisa que sei é que o facto de já terem passado X anos não invalida certos factos. Eu conheço pessoas que foram abusadas sexualmente na infância e que ainda hoje mantêm segredo, com a excepção de algumas pessoas próximas. São pessoas que ainda hoje, passados 20 ou 30 anos, lidam com as consequências. Estas coisas são complexas e sei, em parte devido à minha profissão, que geram sentimentos de culpa enormes. Por isso o facto de as coisas só virem à superfície passado X anos não significa nada. Para uma pessoa que de facto foi violada/abusada, revelar o sucedido ou confrontar o responsável pode até ser um passo importante da recuperação.

Mas o que mais me chateia nisto tudo é que são comentários de mau gosto como estes que fazem com que muitas vítimas não se atrevam a contar a ninguém. 

Mas como é que esta história acabou, perguntam vocês? Eu também fiz um comentário à notícia. A minha conhecida veio pedir-me explicações no Messenger. Eu respondi-lhe. Removi a amizade. Fui jantar, com a tensão arterial ligeiramente elevada mas de consciência perfeitamente ligeira. 

sábado, 20 de outubro de 2018

Estrias durante a gravidez?


Sempre gostei muito de cosméticos e se acham que aproveitei a gravidez para testar produtos novos, têm toda a razão. Todas as noites hidrato a barriga e as restantes áreas mais propensas a estrias. Tenho usado estes amigos:


Da esquerda para a direita:

1. Creme anti-estrias da ISDIN. É óptimo! Tem um cheirinho bom mas neutro, absorve-se rapidamente, espalha-se lindamente e deixa a pele suave. 

2. Creme anti-estrias da Mustela. Não gostei. Não se absorve bem por mais que massaje e por isso não tenho paciência para o usar.

3. Óleo anti-estrias da marca branca da Rossmann. A Rossmann é uma marca Alemã, se não me engano, e eu comprei este menino durante a nossa roadtrip. Foi baratíssimo, penso que custou 2,5 €, mas gosto imenso dele! Cheira bem, absorve-se bem, espalha-se bem. Adoro usá-lo. É um dos meus favoritos. 

4. Bio-Oil. Quase dispensa apresentações. É levezinho e absorve-se bem, não é à toa que é tão popular.

5. Óleo anti-estrias da Mustela. Ao contrário do creme da mesma marca, é bom! É de fácil absorção e deixa a pele hidratada.

Até agora ainda não "ganhei" estrias novas, para além das que já tinha desde a adolescência. Não sei se será dos cremes e óleos, se será dos genes (dizem que é tudo genético), ou se ainda é cedo para  falar (tenho todo um trimestre pela frente) mas pelo sim pelo não as massagens diárias irão continuar. No pior dos casos a minha menina nasce já mimada de tanta festinha na barriga ;)

P.S.: Vale a pena acrescentar que ambos os produtos da Mustela podem ser usados pós-parto e são compatíveis com a amamentação.