sexta-feira, 31 de agosto de 2012

É a loucura


Lembram-se das promoções do supermercado Pingo Doce que deixaram Portugal em alvoroço? Aconteceu algo parecido aqui:








terça-feira, 28 de agosto de 2012

E o burro sou eu?



Há dias em que viver no estrangeiro é simplesmente frustrante. É o frio que é mais frio, é a comida que não é tão saborosa, são as cores que não são tão coloridas, são os sorrisos que não são tão alegres, são os amigos que não são tão amigos, é o céu que não é tão azul, os passarinhos cujo canto não é tão bonito... e a vizinha que se faz de burra quando falamos com ela.

Eu: Olá, vinha perguntar sobre o quarto de hóspedes que há na cave do prédio...
Vizinha: Vad saaaa duuuuu? (O que é que dissesteeeee?)
Eu: Sim, o quarto de hóspedes que há na cave e que pode ser usado por hóspedes...
Vizinha: ?
Eu: Hmmm... [Preparo-me para me fazer entender de forma mais clara. Pensamento lateral: mas o que é que há errado com o meu Sueco? O quêeee? Ou será que sonhei que há um quarto de hóspedes? Será que estou louca?]
A vizinha: Ahhh, o quarto de pernoitaçãaaao!




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ah, se eu soubesse escrever assim


Este post aborda um assunto polémico e que me diz muito, muito, muito. Refiro-me a uma das grandes vergonhas nacionais de Portugal -  as touradas. Encontrei o texto abaixo no Facebook e não resisti a partilhá-lo. Acho que ele diz tudo o que precisa de ser dito. Sinceramente, eu não poderia tê-lo escrito melhor. Apesar do assunto ser sério, este texto está escrito com um sentido de humor muito refinado. Vale a pena ler!

"O único argumento legítimo e verdadeiro que têm [os aficionados], é o de a tourada ser um espectáculo legalizado e, como tal, terem todo o direito a participar. Ponto final porque acabam aí os argumentos válidos.


O sr. que fala em adrenalina ou no sangramento para alívio do touro obviamente não entende nada de biologia, de fisiologia ou de comportamento animal; percebe apenas da sua adrenalina quando assiste a espectáculos de violência. Essa dos sangramentos para alívio dos humores foi uma prática médica muito em voga na Idade Média mas abandonada posteriormente.

O que está na base do movimento anti-touradas não é claramente uma questão de gostos. Os gostos não se discutem. O pior é quando os nossos gostos colidem com a vida ou a integridade física de outros. Gostar é diferente de amar ou respeitar. É por demais evidente que os pedófilos gostam de crianças; mas é uma maneira de gostar que passa pela exploração dos menores e pela negação dos seus direitos. 

Os que vivem da indústria tauromáquica cuidam dos touros porque vivem da sua exploração; se eles não lhes trouxessem rendimento, duvido que tratassem deles em regime pro-bono. Mas fica o desafio: vamos ver quantos aficionados amam verdadeiramente a raça taurina e se dispõem a cuidar dos exemplares existentes quando acabarem as touradas. Como fazem, por exemplo, as associações de animais por este país fora, que abnegadamente se dedicam a cuidar de cães e gatos abandonados.


Outra falácia comum para fugir à discussão séria sobre ética é comparar a vida em liberdade que precede a tortura na arena à vida dos animais em criação intensiva. É claro que a criação intensiva é uma ignomínia, mas não invalida que as corridas de touros não constituam também uma ignomínia. 
Aqui podemos cair na questão de comparar coisas parvas como campos de concentração, por exemplo: seria melhor acabar em Auschwitz ou em Treblinka? É melhor morrer à nascença ou aos 4 anos? Com uma facada no peito ou afogado? Tudo isto são questões absolutamente laterais e cujo único objectivo é desviar a atenção de uma pergunta muito simples: é eticamente aceitável criar um animal para o massacrar publicamente e ganhar dinheiro assim?
Se respondermos sim, abrimos a porta para as lutas de cães, de galos, e até de indivíduos que, por grande carência financeira ou mesmo falta de neurónios, se disponham a entrar num recinto e participar numa luta de morte em jeito de espectáculo. Há quem goste de ver. E se vamos pela quantidade de público a assistir, nada batia os linchamentos públicos nos pelourinhos. Mas isso também acabou; houve uma altura em que passámos a considerar isso um espectáculo incorrecto e imoral.


Vi agora que ainda há mais uns pseudo-argumentos: comparar injecções ou vacinas com as bandarilhas. Parece uma brincadeira comparar uma agulha fina com o objectivo de tratar uma doença ou evitar outra - no caso das vacinas - com a introdução de 9cm em metal grosso, cujos 3cm finais são em forma de arpão para não sair e continuar a rasgar os músculos e os ligamentos durante a lide. Das duas, três: ou está a brincar, ou não usa o raciocínio ou quer enganar os outros.

Depois vem mais uma das bandeiras frequentemente agitadas: a da extinção do touro bravo. Como muitos dos que lutam contra a existência das touradas são pro-ambientalistas, este parece ser um argumento forte. Parece, mas obviamente não é. O que os ecologistas defendem é a não interferência nos ecossistemas porque há equilíbrios frágeis cuja totalidade das varáveis são
desconhecidas e as rupturas imprevisíveis. Não tem nada a ver com o touro bravo. A extinção do touro bravo teria o mesmo impacto ambiental que a extinção do caniche. Podemos lamentá-la, claro, por razões sentimentais, mas não afectam em nada os ecossistemas. 


E se falamos de ambiente, as herdades onde se faz a criação extensiva de touros podiam dar lugar a montados de sobro e plantação de oliveiras. Temos um clima e um solo excelentes para a produção de azeite e cortiça e não somos autónomos na questão do azeite, o que nos traria ganhos financeiros e mais independência económica. Os toureiros, se quisessem reconverter-se, podiam ir para a apanha da azeitona com as suas calcinhas justas e a jaqueta de lantejoulas; não seria prático mas dava uma nota de cor aos campos nessa altura do ano."




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bem-vindos a Nyköping!


Cheguei à conclusão que nunca apresentei Nyköping (a "minha cidade Sueca") às almas caridosas que seguem o meu blog. Esta conclusão pode ou não coincidir com o facto de que outro dia fui dar um passeio e tirei algumas fotos que gostaria de partilhar ;) 

É uma cidade bonita. Perfeitinha. Cheia de espaços verdes, caixotes de lixo, casinhas de contos de fadas. Enfeitada pelo rio que atravessa a cidade e o mar que a delimita. Com cerca de 30.000 habitantes, é pequena e calma. Um bocadinho chata. Mas confesso que sabe bem passar aqui o fim-de-semana, depois de andar a correr a semana toda em Estocolmo. 


Aqui está Nyköping, oficialmente no mapa! 




Castelo de Nyköping / Nyköpingshus

O castelo é um dos pontos principais da cidade. No Inverno o laguinho à beira do castelo (não se vê na foto) congela e é utilizado como pista de gelo. No Verão, o pessoal estende-se nas colinas do castelo e passa os dias ao sol, com churrasco e música. A origem do castelo remonta aos tempos medievais. A construção original é do século XI mas com a passagem do tempo e o crescimento da cidade, foram sendo acrescentadas partes ao castelo. Em 1665 houve um fogo que destruiu a cidade quase inteira e o castelo também. O castelo foi reconstruído mas em 1719 os Russos invadiram a cidade e destruíram praticamente tudo. Mais uma vez o castelo foi reconstruído e o resultado foi um edifício muito mais humilde do que o edifício anterior, de inspiração Renascentista. Hoje em dia é difícil acreditar que esta cidadezinha foi, um dia, a residência de reis, considerada capital da Suécia e palco de invasões. Podem ler mais sobre a história da cidade e do castelo aqui



"Cascata" do rio e fábrica antiga

Na super mega mini "cascata" (haverá um nome mais científico para o fenómeno, mas acho que dá para entender) do rio costuma haver competições de caiaque. 



Alla Helgona Kyrka, séc. XV

Até o cemitério é bonitinho ;)

A caminho do Hamnen (porto)
 
Já pertinho de casa... Teaterparken

E por fim, o Teatro, que dá o nome ao parque

Espero que tenham gostado da pequena visita!