sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fui desafiada


Andava eu muiiito retraída e sossegada em pleno detox da blogosfera (explico noutro post) quando a Rubi do Pensei que sabia me fez um desafio literário, coisa a que eu não consigo resistir. Obrigada Rubi! Então, depois de dar muitas voltas à cabeça, aqui estou eu, pronta para partilhar as minhas respostas e passar o desafio a outros bloggers desprevenidos.



Neste desafio devo...

1. Partilhar dois títulos de livros que li em 2012 e dos quais gostei. Eu bem tentei lembrar-me de todos os livros que li em 2012 para escolher de forma justa, mas foi em vão. [O que me relembra: devia começar a anotar aquilo que leio!] De qualquer forma, os que mais me marcaram em 2012 foram duas trilogias (eu sei que isso são 6 livros mas vai ter que ser):


* Os Jogos da Fome de Suzanne Collins. Não é o tipo de livro que eu escolheria por mim mesma mas ofereceram-me o primeiro volume no meu aniversário e eu fiquei completamente viciada desde a segunda página, tanto que fui a correr comprar os outros volumes. É uma história empolgante, chocante, comovedora, atroz e muito estimulante. Há quem diga que contém uma boa dose de crítica social nas entrelinhas e eu entendo aquilo a que se referem. Se não é crítica social intencional, poderia ser. Recomendo!

* 50 sombras de Grey de E.L. James. Felizmente não paguei os livros do meu bolso, pois foi uma amiga que mos emprestou. Acho que não valem o dinheiro que se paga por eles. As 'cenas quentes' são bastante repetitivas e a certa altura eu comecei a passá-las à frente. Maaas não há como negar que a história é viciante. Eu não descansei enquanto não soube o desfecho do romance. Por isso, se tiverem a oportunidade de levar os livros emprestados, ou se os encontrarem em promoção, leiam e fiquem a par deste fenómeno social. 

2. Mencionar pelo menos 2 livros que quero ler em 2013. Não está fácil! Eu sou uma leitora impulsiva que, por coincidência do destino, passa diariamente por uma livraria low budget que é o paraíso dos livros de bolso... Mas em 2013 eu gostaria de terminar a leitura d' A Feira das Vaidades, de William Thackeray e d'A Última Aula de Raundy Pausch. Quero também começar a ler Três Chávenas de Chá (que comprei há quase um ano)de Greg Mortenson e David Relin.

3. Passar o desafio a 10 outras bloggers.

Cristina do Brasil, leste paulista
Libânia (Jessica) do Conversaqui
Márcia do Paisagem dos Dias
Maria do Uma Caipira na Suécia
MJ do MJ with love
Monique do Gigi's Escapades in Hartsdale
Mr. Lemos do Madruga em Claro
Renata do Passaporte Love
Suri do Suricate
Sandra do Fondue e Chocolate

Mas o que eu queria mesmo é que todos os leitores aceitassem este desafio, para eu poder ir aos vossos blogues cuscar inspirar-me para novas leituras. Sim?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Só na Suécia #4: Café e bolos


Uma pessoa sabe que está na Suécia quando dá consigo a ler a entrevista de um jornalista a uma celebridade local em que a própria celebridade traz café num termos e bolinhos que comprou no supermercado. É uma atitude simples, humilde, prática e económica. Em suma, é uma atitude sueca. 

"Decidimos dar uma volta entre as bonitas casas à beira-água, e André (a celebridade) propõe que façamos uma pausa para beber café que ele mesmo fez em casa e que trouxe num termos. Ele trouxe também dois "kärleksmums" (bolinhos) que comprou no Coop (supermercado). - Os bolinhos que eu tinha no congelador lá em casa acabaram, explica André."

A verdade é que, depois de mais de quatro anos a viver na Suécia, eu continuo a surpreender-me com certos comportamentos deste povo. Por um lado, são muito consumistas (tal como o resto do mundo) e não vivem sem os seus aparelhos tecnológicos topo de gama. É muito comum ver-se crianças bem pequenas com iPhones e iPads. Por outro lado, todos os dias vejo pessoas com o café de termos, as sandes feitas em casa e o almoço caseirinho. E eu, feita portuguesa preguiçosa, compro quase tudo no café/restaurante. (Parece até que as coisas me sabem melhor, enfim.) Enquanto isso andam eles a poupar as suas coroas para a romaria anual à Tailândia (o seu destino de férias mais-que-preferido), e eu ando a gastar as minhas em... é isso mesmo... em café!

Suecos 1 - Joana 0

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Este nem é um blog de beleza, mas...


Tudo começou com um artigo que li, há uns meses atrás, sobre os benefícios do óleo de côco. Pesquisei mais sobre o tema durante as minhas longas viagens para o trabalho e a curiosidade levou a melhor. Fui a uma loja de produtos naturais e voltei para casa com o meu novo amigo.


Em sueco, óleo de côco chama-se kokosolja. A sua textura é sólida abaixo dos 24ºC, mas basta esfregar um pouquinho com as mãos para derreter. A grande vantagem deste óleo é que ele tem mil e um usos. Ou quase isso. Eu uso-o em todo o corpo. Eu hidrato o calçado de pele com ele. Eu cozinho com ele. Enfim. Pouco a pouco, ele tornou-se numa parte (literalmente) natural das minhas rotinas e um potencial substituto para vários produtos de beleza e de culinária. Abaixo podem ver os meus usos preferidos para este óleo na área da beleza (lembrar a minha pequena resolução aqui).

Removedor de maquilhagem. Procedimento: com uma colher, recolher um pouco de óleo do frasco e colocar numa rodela de algodão. Remover a maquilhagem. Terminar lavando a cara com água tépida. Já está.

Hidratante da área à volta dos olhos Com uma colher, recolher um pouco de óleo, derreter com as mãos e aplicar cuidadosamente à volta dos olhos. 

Exfoliante para o corpo Misturar com açúcar e voilá!

Hidratante capilar Aplicar no cabelo (eu aplico apenas nas pontas), deixar atuar durante o máximo de tempo possível e lavar o cabelo normalmente. Pessoas com cabelo grosso podem usar o óleo como anti-frizz, basta aplicar um pouquinho na superfície do cabelo.

Creme de noite Colocar em toda a cara antes de ir dormir. Excelente para peles secas. 

Creme de mãos Costumo usar óleo de côco como creme de mãos antes de ir dormir. Durante o dia uso creme normal.

Hidratante labial Adivinhem... basta aplicar aos lábios. Também prefiro usar antes de ir dormir.


Na internet podem encontrar-se imensos sites sobre o assunto. Há gente que usa óleo de côco como parte da sua dieta, devido às suas propriedades benéficas. Até agora usei para fritar comida e resultou lindamente. Também usei para untar as mãos na hora de fazer brigadeiros. Adeus manteiga! 

Aqui podem ver uma lista em inglês de 122 usos deste óleo. 

Nota: comprei o meu frasco na Life, uma loja de produtos naturais que existe em toda a Suécia. Custou cerca de 45 Sek. Importante: convém ser óleo extra virgem!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Haverá sentimentos no Espaço?


Há uns dias vi, pela segunda vez, um dos meus filmes Suecos preferidos: I Rymden Finns Inga Känslor (Não Há Sentimentos no Espaço). Este filme fala-nos de Simon, um rapaz de 18 anos com síndrome de Aspergers, que vive com o irmão e a sua namorada. Simon vive uma vida regrada e previsível, tal como convém a alguém com a sua doença, mas quando o irmão e a sua namorada terminam a relação, tudo muda. Decidido a retomar a normalidade e a animar o irmão, que é o seu único amigo, Simon entra em busca de uma nova namorada para ele...


O enredo é bastante simples mas adorei o resultado. Este filme não só é uma comédia como também algo mais profundo, algo comovedor. Não conheço ninguém com síndrome de Aspergers e tenho conhecimentos limitados sobre esta doença, por isso não posso garantir que a sua representação, através de Simon, seja fidedigna. Apesar disso, não hesito em recomendar este filme. É lindo. Aqui fica o trailer...


Uma alma caridosa (e paciente) fez o upload do filme com legendas em Inglês no YouTube. Está dividido em várias partes devido ao limite de duração dos vídeos do YouTube, o que é chato, mas ainda assim dá para matar a curiosidade... Aqui ficam os links!



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A arte de (não) manter resoluções


Uma das minhas resoluções de Ano Novo era começar a comer menos doces. Mas depois lembrei-me que tinham sobrado brigadeiros da festa. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013


Como quem não quer a coisa, 2013 chegou, cheio de possibilidades...

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Feliz ano!
Desejo-vos o melhor do mundo, meus leitores.


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
- Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)