quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

No último dia de fevereiro eu vou


1. Celebrar 2 anos no meu local de trabalho;

2. Chegar atrasadíssima* ao trabalho graças ao fdp do comboio, que está problemas técnicos;


3. Tentar não esganar o meu companheiro de viagem, que funga (daqueles fungos bem profundos e ruidosos) de 10 em 10 segundos SEM SE ASSOAR! 


4. Ver os Killers ao vivo no Globen! Muito amor, muita paixão, muitas preces para o Brandon me dar o seu número de telemóvel para o caso de o Viking se cansar de mim e acabar tudo;





 
5. Ganhar vergonha na cara e tratar de assuntos pendentes. Como este questionário para o qual fui "convocada" pela minha irmã Susana.

Como surgiu o título do blogue? 

O nome do blogue surgiu durante uma sessão de brainstorming em plena viagem de comboio com direcção a Estocolmo. Está tudo explicado aqui.

Há quanto tempo surgiu o blogue? 

Criei o blogue em 2010 e há mais ou menos um ano comecei a escrever frequentemente nele.

Como costumas divulgar o blogue? 
Às vezes publico links para os meus posts no Facebook mas aquilo que mais gosto de fazer é visitar e comentar blogues que me despertam o interesse.

Quais os assuntos com mais visualizações no blogue?
Houve tempos em que o célebre Foder na berma da estrada era um hit de procuras no Google (as minhas desculpas a quem chegou aqui enganado!) mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, ha! De qualquer forma, uma imagem vale mais do que mil palavras.


O que motivou a criação do blogue?
Tudo começou com a insistência da minha irmã e da minha mãe, por saberem que sempre gostei de escrever. Mas a minha motivação surgiu a partir do momento em que realmente senti que tinha algo a partilhar com o mundo ou pelo menos com outros emigrantes.

Quais os meus objectivos com o blogue.
Continuar a ter gosto em escrever nele, mantê-lo interessante para quem me visita e conhecer cada vez mais gente boa através dele. Ah, e gostava imenso de criar um novo header.

O que inspira a criação dos posts?
O meu quotidiano, as minhas pequenas descobertas, as minhas parvoíces, a sociedade em que vivemos. E o óleo de côco, é claro.

A minha idade.
25 aninhos.

Além do blogue, tem mais ocupações? Se sim, quais?
Sim. Trabalho num jogo online para adolescentes no qual, entre outras coisas, faço traduções Inglês-Português e supervisionamento dos membros do site. Neste momento, também estudo em part-time. E nos tempos livres gosto de fazer competição ao monstro das bolachas.


O que gosto mais de fazer nos fins de semana.
Dormir, passear (muito!), conviver com amigos, ver filmes, ser impulsiva... em suma, aproveitar as minhas horas de liberdade.

E é isto. Passo a bola a quem quiser responder, adorava ver as vossas respostas. Bom último dia de fevereiro a todas!

* Mais concretamente 1h 30m.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

E finalmente, Helsínquia!


Quando vim viver para a Suécia, estava convencida de que em apenas alguns meses eu iria visitar todas as outras capitais escandinavas. Afinal, estão tão pertinho... certo? Sim e não. A verdade é que, com o aeroporto de Skavsta e todos os seus vôos low cost (dos quais apenas um para Oslo) a 15 minutos de minha casa, eu posso viajar a outros sítios bem mais interessantes (quanto mais não seja a nível de temperaturas) por uma fracção do preço da viagem para as capitais vizinhas: Oslo (Noruega), Copenhaga (Dinamarca) e Helsínquia (Finlândia). E assim os anos passaram sem que eu concretizasse o meu pequeno projecto. Este verão foi finalmente a vez de Copenhaga. E agora, que uma amiga veio visitar-me à Suécia, surgiu um pretexto para aproveitar e mostrar-lhe (a ela e a mim!) Helsínquia também.



Durante a minha pesquisa, descobri que a forma mais barata e conveniente de ir para Helsínquia era fazer um cruzeiro. Eu já tinha ouvido falar muito sobre os cruzeiros do mar Báltico. Ai ao álcool, ai as pessoas bêbedas, ai os homens de meia-idade à procura de engate. A verdade é que, agora que finalmente tive a experiência por mim mesma, não entendo tanta "polémica". Há álcool, há pessoas bêbedas, há homens de meia-idade à procura de engate. Mas também é fácil ficar longe de tudo isso. E, por 944 coroas por pessoa (com 2 noites a bordo, 2 pequenos-almoços e 2 bilhetes de transfer de regresso a Nyköping incluídos!), vale a pena fazer este cruzeiro. Se tivéssemos ido de avião, pagaríamos esse preço só por um bilhete.



Fomos com a Viking Line, no barco Mariella, que partiu de Estocolmo às 16:30 de sexta-feira, e chegámos a Helsínquia às 10:10 do dia seguinte. São algumas horas de cruzeiro mas o barco era enorme e não lhe faltavam diversões. Entre outras coisas, tinha uma loja de duty free, um spa, três restaurantes e vários bares. Digamos a loja duty free por si mesma ajuda a matar o tempo e o saldo do cartão de crédito, ha!

Chegadas a Helsínquia, fomos a andar até ao centro. Há transportes públicos para a cidade mas nós achámos desnecessário esperar e pagar bilhete, pois afinal o centro fica a dez minutos a pé. Helsínquia é uma cidade tranquila, despretensiosa e bastante pequena, ainda mais do que Estocolmo. Mesmo assim, as nossas 7h passaram a correr, entre passeios, o almoço e várias sessões de fotos. 


A minha única desilusão foi não haver uma "baixa", uma parte histórica da cidade. Havia museus, pontos de interesse etc mas não uma zona de casinhas mais velhas, palácios, igrejas e lojas de souvenirs como, por exemplo, gamla stan em Estocolmo. Normalmente o que eu mais gosto de fazer, quando visito sítios novos, é percorrer as suas zonas históricas. Mas não me arrependo, nem um pouco, de ter ido fazer uma visita a Helsínquia.





I see white!




As pessoas também me surpreenderam, mas pela positiva. Eu tinha a impressão de que os finlandeses eram ainda mais reservados do que os suecos, mas as pessoas que conhecemos e com quem falámos durante a nossa curta viagem foram bastante simpáticas e prestáveis, talvez mais do que os suecos. 

Às 17:00 de sábado, hora finlandesa (a diferença horária é de 1 h), o barco partiu para Estocolmo. Nessa noite, fomos ao spa fazer uma massagem. Escolhemos uma chamada muscle melt, com a duração de meia hora. Custou 40€. Eu não costumo fazer massagens e, por isso, não posso comparar preços mas achei 40€ demasiado caro para o que "recebi"... sendo que o que recebi foi dor, muiiita dor excruciante, durante aquela massagem do mal. Já a minha amiga ficou bastante satisfeita.


Super pontual, às 10:00 (hora sueca) de domingo  já estávamos em Estocolmo de novo e o nosso autocarro de transfer para Nyköping partiu logo às 10:30. A paragem era mesmo em frente ao "terminal de chegadas". Recomendo vivamente o uso do serviço de transfer. Os preços são bastante razoáveis e posso garantir que, depois de um fim-de-semana de cruzeiro, sabe muito bem ter o autocarro ali à porta.


Pronto, aqui fica o meu testemunho sobre o célebre cruzeiro a Helsínquia. Sempre gostei de desfazer mitos...


Agora só me falta visitar Oslo! Me aguardeeem!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Fantasias da hora do almoço e outras coisas



São inúmeras as vezes em que já amaldiçoei a minha condição de emigrante. Hoje isso aconteceu de novo e nem foi pelos motivos existenciais do costume. Ora estava eu no trabalho, a hora do almoço estava a chegar e eu devia estar muito atarefada a trabalhar mas a verdade é que eu pensava apenas numa coisa: na crise económica? Nas últimas declarações de Fernando Ulrich? Na paz mundial? Não, não, não. Em rissóis, minhagente. De camarão, para ser mais específica. E depois cometi um grande erro: fui ao Google. Há duas ocasiões em que nunca, sob circunstância alguma, se deve usar o Google: 

a) Quando queremos fazer autodiagnósticos de doenças - toda a gente sabe que o Google nos vai diagnosticar uma doença rara, de preferência tropical, obviamente contagiosa e incurável;


b) Quando estamos com desejos de comer algo. Por exemplo, quando se tem desejos de comer rissóis não se deve ir ao Google pesquisar "rissóis". Óbvio, certo? Mas não.


Então aqui a esperteza resolveu ir ver imagens de rissóis ao Google. E graças a isso fiquei o dia inteiro a desejar poder entrar num café qualquer e comer rissóis de camarão com arroz branco, uma rodela de tomate e uma folha triste de alface com azeite e vinagre, à boa moda portuguesa. 


Ah, se a burrice e os desejos de comer rissóis de camarão matassem.


Tirando isso anda tudo bem. Rápido, mas bem. Há alturas em que a vida exige mais de nós. Assim tem sido para mim. Mais trabalho, mais estudos (falo disto noutra altura), mais compromissos, mais contas a pagar, mais coisas a planear, mais consultas a comparecer, mais coisas em que pensar, mais balanços para fazer. Até o corpo me tem pedido mais atenção, e por isso tenho tentado fazer exercício, ir ao ginásio e comer salada (um verdadeiro plano de intervenção, if you ask me) mais vezes. E quando isso acontece, há que saber pôr travões às coisas e dar prioridade ao que realmente é prioritário. Eu gosto muito do meu blogue, do convívio que ele me proporciona, das pessoas que "conheci" através dele e das energias que ele me traz, mas desta vez ele está em segundo plano. Desculpem a ausência e os parcos comentários aos vossos blogues, sim? Eu vou ali... mas eu já volto!