quarta-feira, 27 de março de 2013

Blogueiras sorridentes nas ruas de Estocolmo


Obrigada pelo apoio que manifestaram na sequência do meu último post. Esses pequenos abraços virtuais significam muito para mim!

Depois da novidade que deu origem a esse post, chegou o sol, o ar da primavera e um encontro muito especial. Desde há uns tempos que eu tenho vindo a sentir que este blog traz muitas coisas boas à minha vida e no sábado passado uma dessas coisas materializou-se. Finalmente tive a oportunidade de conhecer pessoalmente algumas blogueiras que há tanto tempo acompanho e de ser apresentada a outras que ainda não conhecia!



Apresento-vos, senhoras e senhores, as blogueiras da língua portuguesa na Suécia. [Traduzindo: as blogueiras brasileiras na Suécia e a portuguesa infiltrada.]



Foi muito divertido conhecer as caras detrás dos blogs. Comparar a realidade com as minhas expectativas. Ter a oportunidade de ouvir as histórias destas meninas, uma por uma... e aperceber-me que, para além do nosso laço comum como blogueiras na Suécia, partilhamos ainda mais coisas do que aquelas que eu pensava.

Na foto temos, da esquerda para a direita:

Karine do Uma aventura no gelo
Débora do Mulher de Fases
Eu!
Mayara (não tem blog, veio apenas passear connosco)
Maria do Uma Caipira na Suécia
Joseane do Enfim Suécia
Priscila do Mineira Abaixo de Zero
Mariel do Nova Vida no Velho Mundo
Michele do Swedish Life Backup
E detrás na máquina fotográfica está a Maira Martins do Sonhos Escandinavos!

Outra blogueira que não está na foto mas que também nos fez companhia foi a queridíssima Vânia do Diário de uma Teimosa.


Até ao próximo encontro, meninas, ou quem sabe antes disso :)


sábado, 23 de março de 2013

Voltas da vida e a arte de ficar desempregada na Suécia


Ainda não fizeram duas semanas desde que escrevi aqui pela última vez mas muitas coisas aconteceram desde então. Como comentei no último post, fui de viagem. Fui pela primeira vez ao Dubai! Uma experiência, além de divertida, muito interessante. Nunca na minha vida tinha estado num país assim, tão contraditório, tão extremo. Nunca na minha vida tinha estado no deserto. Nunca na minha vida tinha subido ao edifício mais alto do mundo. Nunca na minha vida tinha feito compras no maior shopping do mundo. E a lista continua. Em breve escrevo um post sobre a viagem, para partilhar as minhas experiências (mas posso desde já adiantar uma curiosidade: encontrei lá imensos portugueses!).

Passei uma semana no Dubai, relaxada, descontraída, feliz e sem ter a mínima ideia do que me esperava aqui na Suécia. Ainda bem. No dia seguinte ao meu regresso, 5ª feira, fiquei a saber que a empresa onde trabalho tinha que fazer de novo cortes drásticos de custos. Mais de 60 pessoas foram despedidas. Sim, incluindo eu. Ontem tornou-se oficial. 


E embora não estivesse realmente nos meus planos, eu achei interessante falar um pouco sobre o (des)emprego aqui na Suécia. O processo de ficar desempregado neste país. 


• Os representantes da empresa devem marcar uma reunião na qual notificam o trabalhador da decisão e explicam um pouco mais sobre os motivos detrás dela. Provavelmente, os representantes irão perguntar ao trabalhador se ele(a) faz parte de algum sindicato de trabalhadores e, se sim, qual deles.


• Quando o sindicato não está envolvido, o processo é mais rápido e flexível. Mas se o trabalhador fizer parte do sindicato, a empresa deve entrar em contacto com este e entrar em negociações. O tempo que isto demora depende de caso para caso.


• A partir do momento em que o sindicato "aprova" o despedimento, o trabalhador tem X meses de aviso prévio. O número de meses depende do tipo de contrato. Eu tenho direito a 3 meses. Há colegas meus que apenas têm direito a 1 mês de aviso prévio e outros que têm direito a 4, por estarem na empresa há mais tempo.


• Depois desses X meses, entra o subsídio de desemprego. E agora vamos a algo importante, que eu gostaria que toda a gente que trabalha em solo sueco soubesse. Na Suécia, não basta pagar impostos para ter direito ao subsídio de emprego, o a-kassa. É preciso fazer a inscrição em instituições próprias para o efeito e pagar uma mensalidade. 


Tanto quanto sei, é preciso estar inscrito na associação em questão por pelo menos 1 ano de forma a ter direito ao subsídio de desemprego. É possível que este tempo varie de instituição para instituição. Aqui está uma lista de instituições. Ou seja, quem trabalha na Suécia e ainda não está inscrito numa instituição de a-kassa deve inscrever-se já. Isto parece óbvio, mas tenho colegas (não suecos) que ficaram numa situação delicada por não terem feito a inscrição... 


Também muito importante: para receber o subsídio de emprego, deve fazer-se a inscrição em pessoa no centro de emprego (Arbetsförmedlingen) no primeiro dia de desemprego.


[Nota: post editado para incluir mais detalhes. As informações acima reflectem as minhas circunstâncias. Outras pessoas, com outros tipos de contratos e sem ligação ao sindicato, terão outra experiência.]


E é isto, gente. Não perdi o meu emprego de sonho mas perdi um emprego pelo qual eu tinha muito carinho. Estou triste, estou assustada mas também estou esperançosa. Melhores dias virão...



 
Fonte

segunda-feira, 11 de março de 2013

Meu querido Kjell


Eram os anos 80 e o sueco Kjell (sim, isso é um nome e lê-se como “Shell” em Inglês) teve um romance de verão durante as suas férias em Paris. No final do verão, Kjell volta à Suécia, muda de casa, esquece-se de ativar o reencaminhamento da sua correspondência para a nova morada, não recebe as cartas do seu amor francês, os anos passam e Kjell casa com Britt-Marie, que nem sequer gosta de croissants...



 
Publicidade dos correios Suecos


E se eu não voltar a escrever no blog, é porque fui presa por irritar meio mundo com a minha imitação de "My darrrling Kjell, my little bonbon". Ando a vibrar com este anúncio. Um dia regresso à normalidade. Entretanto vou fazer a minha mala de viagem, que está quase na hora de voar para longe daqui.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Biografia em fascículos


Era uma vez uma menina que nasceu desprovida de paciência e coordenação motora. Um dia essa menina mudou-se para um país em que fazer uma manicure normal de qualidade dúbia custava 40€. E a menina viveu com as unhas feias para sempre.

Fim.