terça-feira, 25 de junho de 2013

Nasci para isto


Comprar um bilhete, levar a mala e um livro e ir passear...


Sim, fui a Lisboa. Parece incrível mas só depois de me mudar para a Suécia é que comecei a descobrir a capital do meu país. Há 5 anos, eu conhecia apenas o aeroporto e o jardim zoológico. Mudar para a Suécia despertou em mim uma vontade (ainda) mais forte de explorar Portugal e é isso que vou fazendo quando tenho oportunidade, tentando sempre que essas pequenas viagens não me roubem demasiado tempo com a minha família. É o eterno dilema do emigrante... férias ou família? 

Esta visita a Lisboa foi mais curta do que o previsto mas a vantagem disso é que ainda tenho muito por explorar. Desta vez passei pelo Bairro Alto, pelo Chiado e por Belém. Já conhecia Belém mas não me canso daquela luz, daquela beleza e daqueles pastéis e por isso voltei mais uma vez... 

No roteiro da próxima visita estão Alfama e o Oceanário mas aceito sugestões.

Até à próxima, cidade a luz bordada.


(Sim, sou do norte e adoro esta canção) ♥
P.S.: Não fumo.



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Das reputações


Estávamos eu e a minha prima numa loja de bikinis. A minha prima estava a experimentar um modelito e eu estava à espera, alapada num sofá a lamentar silenciosamente o meu corpo anti-bikini.

Funcionária da loja: E a menina não vai querer experimentar um bikini também?
Eu: Não obrigada, este ano não vou fazer muita praia. 
Funcionária: Ai não?...
Eu, em modo tenham-pena-de-mim: Pois, é que vivo no estrangeiro e no país onde vivo não faz muito sol.
Funcionária: A menina vive na Suécia?!

E é isto, amigos. Como é linda a reputação internacional da Suécia. Bom fim-de-semana!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Crónicas de um peixinho dentro de água


Pling pling pling. É junho. Estou em Portugal. Pling pling pling. A chuva não pára de cair lá fora. Pling pling pling. Esta tarde, enquanto passeava com a minha mãe pela cidade, tive que comprar um blazer e sair da loja com ele já vestido, para me aquecer. Tudo graças a uma certa burrice crónica, é certo, porque no fundo eu já tinha sido avisada sobre a instabilidade do tempo. O pessoal já andava a queixar-se há muito no Facebook, mesmo antes de eu vir para cá, mas eu não liguei. De qualquer forma, apesar da chuva, do falecimento do meu canário de 13 anos ontem à noite (descansa em paz, Pontinho), do preço ridículo dos bilhetes de autocarro aqui em Aveiro e de outras tristezas que não vale a pena mencionar (e não, não me esqueci da crise, essa grandessíssima vaca), sinto-me como um peixinho na água, o que é conveniente, com tanta chuva. Pling pling pling.

É que parece que por cada coisa má que há em Portugal, há quatro ou cinco coisas boas para compensar. Há as cuequinhas leves e invisíveis da Tezenis. Há as glórias, as gomas da Hussel, as torradas, os pastéis de nata, os bolinhos de gema, as cerejas mais doces do mundo, o peixe grelhado com um toque de carvão e todo um mundo gastronómico alternativo que eu adoro. Há o nosso mar frio como um balde de gelo mas lindo todos os dias. Há a minha mãezinha, com o seu coração do tamanho da África. Há as minhas sobrinhas lindas, que até gostam dos banhos de espuma que preparo para elas. Os amigos, poucos e bons, que me conhecem quase bem demais. Há minha cadelinha Íris, sempre pronta a dar umas lambidelas que têm tanto de mau cheiro como de ternura. Há os encontros e reencontros. Há sorrisos fáceis de provocar. Há gente que luta. Há o Jumbo, o Continente e até o Pingo Doce. A Fnac e a Bertrand. Há variedade de cereais de pequeno-almoço. Há pão quentinho e manteiga salgada. Há os cortes de cabelo a 14 dinheiros, a manicure a 5, a depilação das axilas a 4. Há uma novidade chamada "gelinho" e que não é unhas de gel mas dura 2 semanas. Há a certeza de que há tantas coisas boas que todo o tempo do mundo não me chega. Há a sensação de que se eu deixasse as minhas raízes descerem mais um pouco, não conseguiria arrancá-las de novo. Pling.

sábado, 8 de junho de 2013