quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Exfoliante corporal caseiro (3 ingredientes)


Material
Frasco limpo 
Colher (para mexer)

Ingredientes
Açúcar
Óleo à escolha 
Sumo de limão


Encher o frasco até metade com açúcar e acrescentar óleo a olho. Mexer com a colher. Acrescentar açúcar e óleo até atingir a textura desejada. O açúcar parece absorver o óleo e por isso dificilmente a textura fica demasiado líquida, o que é bom.

No fim, acrescentar algumas gotas de limão, também a olho, e mexer com a colher. O limão é um ingrediente-chave, pois vai prolongar a vida do vosso exfoliante, especialmente se o conservarem no frigorífico como eu. Se a textura ficar demasiado líquida, acrescentar açúcar. Para mim, a textura ideal é pastosa e bastante densa.

No meu, usei óleo de abacate mas da próxima vez vou usar óleo de amêndoas doces, aquele que em Portugal se vende em qualquer supermercado ao preço da chuva. (Na Suécia o óleo de amêndoa chama-se "mandelolja" e é vendido nas farmácias, mais ou menos 60 kr por 100 ml...) Há também quem goste de substitutir o "óleo normal" por óleos essenciais, que dão um cheirinho especial ao produto.

Por que é que este exfoliante é maravilhástico?
Simples de fazer;
Mais barato do que a maioria dos exfoliantes comerciais mas tão ou mais eficaz;
Não tem químicos;
Se usado no final do banho, dispensa o uso de creme de corpo (especialmente no verão), pois o óleo hidrata bem a pele;
Se encontrarem um frasco bonito ou se "embonecarem" um frasco normal, torna-se num presente perfeito.

E qual é o único defeito deste exfoliante maravilhástico?
A embalagem não é das mas práticas e é preciso ter cuidado para não entrar água. Eu uso uma colher seca para remover produto do frasco e até agora o meu exfoliante está como novo.



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Vida de estudante na Suécia



As aulas começaram na segunda-feira, quando eu ainda mal tinha desempacotado as minhas caixas. É estranho estar de volta à universidade aos 26 anos e sem ter a mesma capacidade de expressão que os meus colegas, todos nascidos e/ou crescidos na Suécia, mas os suecos são um povo generoso e andam a elogiar as minhas capacidades linguísticas desde a altura em que eu apenas sabia dizer frases como "eu gostar de gelado" e eu gosto deles por isso. Fazem o mesmo com todos os estrangeiros. 

A universidade parece ser bem organizada e equipada a nível de serviços - tem até o seu próprio ginásio e uma pequena clínica onde oferecem consultas de psicologia, ginecologia e fisioterapia. As consultas são grátis, o que é inacreditável se considerarmos que nem sequer se pagam propinas. Ah, e há um padre de serviço (true story). À excepção das despesas com livros, os estudos são grátis para escandinavos e cidadãos da União Europeia. Até há relativamente pouco tempo ninguém pagava propinas, mas como podem imaginar a procura era tanta que a situação se tornou insustentável.

A filosofia sueca é de que os estudos universitários são uma ocupação a tempo inteiro e que, por isso, os estudantes não devem ser obrigados a trabalhar para se sustentarem durante a época de estudos. Na prática, isto significa que todos têm a possibilidade de receber algo chamado CSN, que é uma ajuda financeira composta por um subsídio e um empréstimo com uma taxa de juros algo favorável. No total, o CSN anda à volta dos 900€ mensais. É possível viver com esta quantia, mas com o cinto apertado (o custo de vida é bastante superior ao custo de vida em Portugal). E, como é óbvio, o empréstimo deve ser pago após a conclusão dos estudos. Durante os meses de verão, em que não há aulas, o CSN não é atribuído e isto significa que a grande maioria dos estudantes trabalha durante o verão.

E falar em custo de vida?... Um almoço custa 8€ na universidade. E um café custa 1,5€. A grande maioria traz almoço de casa e aquece-o aqui:


Também vejo imensa gente a passear o seu termos e quero comprar um novo, já que o meu é tamanho XL e não dá propriamente para andar a arrastá-lo durante o dia inteiro, mas isso é tema para outro capítulo...


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O último passeio por Nyköping


Assim como quem não quer a coisa, chegou a hora de me despedir da cidade que me abrigou durante os últimos cinco anos. Amanhã já é dia de mudança!








sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Eu e a blogosfera


A blogosfera tem-me tratado bem apesar da minha ausência e das minhas fotografias de qualidade dúbia (sim, preciso de comprar uma máquina a sério e deixar de andar a brincar com o telemóvel). Nunca tive um anónimo raivoso de estimação como muitos blogs têm. Aprendo sempre algo nos cantinhos que vou encontrando e a minha lista de leitura cresce todas as semanas (a lista do Bloglovin', então, está a ficar uma selva). Já tive a sorte de conhecer pessoalmente algumas das bloggers que também vivem na Suécia. O meu gosto e paciência para a blogosfera têm ido e voltado mas quando voltam, voltam com ainda mais força. Nos últimos dias recebi dois miminhos que até me distraíram da quantidade de coisas a empacotar (mil vezes obrigada!).

Com filtro e tudo
E além disso ultrapassei os 200 seguidores. Dizem por aí que é apenas um número mas como não sei a verdadeira data de aniversário do meu blog (escrevi o primeiro post em outubro de 2010 mas só comecei a escrever com alguma frequência um ano depois), vou medindo o crescimento dele através das pessoas que passam por aqui e que o lêem. Porque afinal não escrevo apenas para mim mesma. Porque afinal vocês são maravilhosos.

2014 vai ser um ano bastante exigente para mim, mas espero conseguir gerir o meu tempo e a minha energia de forma a poder continuar a dedicar-me a este mundo tal como quero. Ah, e de preferência passar a apresentar imagens melhores. E criar um header novo. E aprender a lidar com a página do Facebook. E até já magiquei umas ideias sobre fazer vlogs mas acho que isso foi um desvaire megalómano da minha imaginação.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

No colégio de freiras


Durante a maior parte da minha infância andei num colégio religioso, o que pode parecer uma surpresa dada a minha descrença nada menos do que crónica. Foi lá que passei aqueles que foram provavelmente os melhores anos da minha vida. A minha professora, a Irmã Maria de Lurdes, tinha muitas qualidades: gostava de mim e chamava-me "a menina dos olhos que riem"; era apologista da tradição de se trazer gomas e rebuçados quando alguém fazia anos; de vez em quando mandava-nos ir para a relva brincar e dar cambalhotas; o seu castigo preferido, quando nos portávamos mal, era mandar-nos fechar os olhos e tentar dormir (eu adorava); só me bateu uma vez e gostava de pôr música a tocar (a mais popular era a Estou pensando em Deeeeeus, estou pensando no amooooor)... mas sem dúvida que a sua maior qualidade era o facto de que, além de nos tentar educar para a religiosidade, também tentava fazer de nós cidadãos e pessoas conscientes.
Lembro-me especialmente de um dos conselhos que costumava dar-nos: o de, na hora da cama, reflectirmos sobre o que tínhamos feito nesse dia (os momentos bons, os momentos maus, o que faríamos de outra forma) e agradecermos as coisas boas da nossa vida. E vinte anos depois, este conselho parece-me mais sensato do que nunca.




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Das resoluções de Ano Novo e nós no Facebook


Não me perguntem como mas consegui cumprir a maioria das minhas resoluções para 2013. 
É claro que algumas delas eram bastante simples e banais, algo como "passar a beber mais água", mas ao reler a lista e verificar que foram tantas as coisas que consegui fazer (e que ainda houve bónus, como ir ao concerto dos Killers e fazer voluntariado), resolvi começar o ano a cumprir uma das minhas resoluções para 2014: criar uma página Facebook aqui para o bloguinho, que também tem direito à vida. Estamos aqui, se quiserem juntar-se a nós.

P.S. Também cumpri outra resolução: apaguei alguns posts antigos que me faziam ranger ligeiramente os dentes de embaraço.

P.S. 2: Ao cumprir estas duas resoluções, descumpri uma outra resolução: passar menos tempo na internet.