segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

E eis que no alto dos meus respeitáveis 26 anos


dei comigo a ver The Carrie Diaries à garfada. Vi o primeiro episódio por mera curiosidade - uma das coisas que me me chamou à atenção durante a minha maratona de Sexo e a Cidade foi a ausência de referências ao passado e à família da Carrie. Vi o segundo numa missão de fuga aos estudos. E hoje cheguei ao fim. (Já fui ao amigo Google para saber se vai haver uma terceira série e não cheguei a nenhuma conclusão). Em minha defesa, a banda sonora é brutal e o guarda roupa das personagens também. A sério. E agora vou começar a ver Breaking Bad para me redimir...

P.S. Na minha altura não se faziam rapazes como o Sebastião.


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Passear para esquecer


Hoje tive o dia inteiro para mim mesma. O curso começou apenas há um mês mas já não me lembrava da sensação de acordar e não ter nenhuma obrigação chata para cumprir. Resolvi fazer a caminhada de dez minutos até à cidade e tirar proveito das ofertas que me têm enviado para casa antes que expirem. Aqui na Suécia as empresas enviam ofertas de boas-vindas a quem acaba de mudar de cidade, e algumas delas são bastante interessantes. Aqui contei-vos que a manicure custa à volta dos 40 dinheiros. O que não vos contei é que uma ida ao cabeleireiro, apenas para cortar as pontas, não lhe fica atrás. Nas minhas pesquisas, cheguei à conclusão que o corte mais caro pode rondar 65 dinheiros e o mais barato, 20 dinheiros. E atenção que o corte "low cost" não inclui lavagem do cabelo, aliás, a lavagem não é uma parte óbvia da ida ao cabeleireiro no reino da Suécia. Em muitos sítios as cabeleireiras simplesmente borrifam alguma água no cabelo (têm uma garrafinha-spray) e voilá, o cabelo está pronto para o corte. 

De qualquer forma, ia contar-vos que hoje usei uma oferta-desconto de 11€ no corte de cabelo e até tive direito a que me lavassem o cabelo (muito rapidamente mas pronto, houve água e champô). Também tive direito a que usassem o alisador no meu cabelo ainda húmido (drama, horror!) e só com a ajuda de muito auto-controlo fechei a boca enquanto observava o meu querido cabelo a ser literalmente frito. No final paguei 34€, desconto incluído e boca ainda fechada, e resolvi ir passear para esquecer. Ainda pensei em ir às compras para esquecer, mas passear fica mais barato. Além disso, o sol achou por bem aparecer e consolar-me a mim, ao meu cabelo e à minha carteira. Tudo está bem.





sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O melhor da Suécia #5 - Service with a smile


Já há muito tempo que não vos trazia o melhor da Suécia, aliás, há muito tempo que não escrevia no geral. Tenho andado ocupada com coisas importantes como a universidade, maratonas de Sexo e a Cidade e o meu novo hobbie, consumo de brownies. Mas hoje é dia dos namorados e resolvi dedicar um post de meia tigela a este congelador a que gosto de chamar Suécia. Parece que não mas é este o país que me tem acolhido nos últimos 5 anos e que me tem dado oportunidades que Portugal, o meu ex, dificilmente me daria. De qualquer forma, uma das coisas que me fascina aqui na Suécia é o atendimento que recebo nas lojas. Não é que haja aquelas serventias que há em Portugal e que se agudizaram com a crise. Mas em cinco anos de Suécia, que me lembre nunca me deparei com um funcionário antipático ou mal educado. Penso muito nisso, agora que ando sempre com o meu cartão de estudante atrás de mim e pergunto se têm desconto de estudante sempre que quero comprar algo. Nas lojas em que têm desconto dizem "sim, claro", com um sorriso. Nas lojas em que não têm, dizem "infelizmente não fazemos desconto de estudante", e sorriem. E assim vou passeando o meu cartão de estudante e os sapatos que comprei nos saldos. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Pomodoro e eu (ou a organização do tempo)


A primeira vez que ouvi falar da técnica Pomodoro foi aqui, há mais de um ano, mas só nos últimos tempos é que comecei a usá-la com frequência. Esta técnica destina-se a quem precisa de encontrar uma forma de organizar o seu tempo e de melhorar a sua produtividade. Como a Rita explica no seu blog, os pomodoros são "blocos" de 30 minutos, dos quais 25 são de "trabalho" e 5 de descanso. Há mais regras, como fazer uma pausa mais longa de quatro em quatro pomodoros, mas eu giro os intervalos como me apetece (não sou capaz de seguir à risca uma receita e muito menos uma técnica demasiado detalhada). Podem ler mais sobre o tema no site oficial da técnica Pomodoro.

O truque é usar um timer à escolha (eu uso o da cozinha)* e marcar 25 minutos. Durante esse tempo, mantenho-me concentrada naquilo que estou a fazer e tudo o resto pode esperar (Facebook, blogosfera, vídeos de cães e gatos no YouTube, chamadas, sms, televisão, a cama por fazer, os pratos por lavar etc). Como 25 minutos não é muito tempo, são raras as vezes em que caio em tentação. Às vezes acontece estar "inspirada" naquilo que estou a fazer no final dos 25 minutos e por isso continuo até terminar ou até me cansar. Durante o intervalo estico as pernas, vejo o meu Facebook etc. 

Acho que esta técnica é perfeita para quem tem dificuldades de concentração como aqui a je. São só 25 minutos de cada vez, mas durante esse tempo o mais provável é fazermos algo concreto, ao invés de andarmos às voltas a começar (e a não terminar) tarefas variadas. Uso a técnica do Pomodoro sobretudo quando quero estudar e limpar a casa, mas também já a usei no trabalho e cheguei à conclusão que me ajuda a ser mais estruturada. 

E vocês, como é que se organizam?


*Como a Marcela comentou, também há apps específicos para a técnica Pomodoro. Já a Rita prefere usar o Flowkeeper, também apropriado a esta técnica.


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