domingo, 29 de junho de 2014

Este não é um blogue de beleza: review do champô canino da Auchan... na primeira pessoa


Estou em casa dos meus pais (olá Portugal, meu amor, tive saudades tuas). Entre inegáveis regalias como ter almoço e jantar feito todos os dias, cerejas aos quilos, o ocasional arroz de marisco, jogar Farm Heroes com a minha mãe e mimar a  Íris, a minha cadela sénior, até ela se cansar de mim e ir embora com um suspiro e um olhar cansado, vão acontecendo algumas peripécias. Este fim-de-semana os meus pais estão fora. A adolescente que há em mim ainda gosta de ficar sozinha em casa de vez em quando. Até ao momento em que estou a tomar banho e me apercebo que os meus pais sequestraram o champô de serviço e o levaram consigo na sua mini-viagem. Tento encontrar outro champô entre as embalagens semi-vazias que me rodeiam. Em vão. "Mas espera lá... está ali o champô da cadela... Será que me atrevo?".
Pesei os prós e contras das minhas duas alternativas: abandonar o meu banho quentinho, passar frio e ir ao meu quarto buscar o champô de reserva ou arriscar o futuro do meu cabelo com o champô canino da Auchan. Olhei o frasquinho de lado pela centésima vez e decidi que só se vive uma vez e que a vida é demasiado curta para não arriscar o futuro do meu cabelo com o champô canino da Auchan. Ainda tenho cabelo... por enquanto. O champô canino da Auchan lava o cabelo normalmente e ainda tem a foto de um Labrador fofinho no rótulo, coisa que os champôs normais não têm. Roam-se de inveja.


P.S.: E já que estamos numa de marcas brancas (já vos falei do meu fascínio por marcas brancas?) segui o meu tratamento capilar com a máscara de côco e abacate da MyLabel, da qual vos hei-de falar um dia destes, que por acaso é muito boa. 

P.S. 2: A este ritmo a próxima review deve ser da pasta de dentes da cadela. Fiquem atentos, fiquem muito atentos.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dias de festa


Há festa aqui no reino. Hoje é o dia nacional sueco, que celebra a coroação do rei Gustav Vasa no ano de 1523, e os finalistas da escola secundária celebram, bem, o fim da escola secundária. Terminar a escola secundária é motivo de grande comoção aqui no reino. Fazem-se grandes festas, os miúdos recebem presentes caros, há vestidos brancos, há chapéus de marinheiro, há vestidos de gala, há álcool q.b. e há, é claro, procissões pela cidade em camiões, com música em altos berros.

Fonte
Fonte
No meu tempo era mais ou menos assim. "Acabaste a escola secundária? Não fazes mais do que a tua obrigação" ou alternativamente "Experimenta não passares nos exames para veres o que te faço". Mas os suecos levam a coisa a sério, e os jovens acabam por ter memórias muito bonitas deste dia (aqueles que se lembram de alguma coisa). O studenten (que é o nome deste dia) é um marco de referência para toda a vida. A par de perguntas como "quantos anos tens?" e "onde vives?", eles gostam de perguntar "quando é que foi o teu studenten?".

Há que dizer que têm motivos para celebrar. Muitos deles vão fazer as malas e viajar pelo mundo ou fazer voluntariado num país remoto durante uns tempos, outros vão trabalhar para financiar a sua viagem. Alguns vão directamente para a universidade. Outros começam a trabalhar e habituam-se tanto à ideia de receber todos os meses que nunca vão para a universidade, ou chegam lá aos vinte-e-tais, trinta-e-tais e por aí adiante.

Eu cá ando a celebrar isto tudo enfiada em casa, rodeada de lenços de papel, spray nasal, vídeos de cães e gatos no YouTube, vídeos d' O Homem que Mordeu o Cão (estou convencida que o Nuno Markl e o Ricardo Araújo Pereira são um presente dos deuses para nós humanos) e uma boa dose de auto-comiseração.

domingo, 1 de junho de 2014

Um passeio por dia...


 Por aqui temos sol, calor e muita natureza a explorar.

Tá-se bem a confraternizar à sombra... tirando a vaca albina, é claro, que ainda não desistiu de ficar morena.
Olá humana, o que fazes por aqui?
Depois de muito trepar pelo bosque, há vistas que recompensam o trabalho e o joelho dorido...
Já na cidade... não me lembrava da última vez que vi nenúfares
Casinhas reflectidas no rio ao final da tarde