segunda-feira, 28 de setembro de 2015

E caso restassem dúvidas, é mesmo Outono





Em Roma sê romano, na Suécia junta-te a eles e compra um casaco desportivo impermeável para os dias de chuva e de preferência um poncho de plástico e um par de botas de borracha também. Aqui eles não usam muito guarda-chuva, preferem usar ponchos e afins, quem sabe para ficarem de mãos livres e poderem continuar a andar de bicicleta à vontade. Eles adoram o seu ditado tradicional "não há mau tempo, apenas roupas inadequadas" e digamos de passagem que não brincam em serviço. 


Poncho de plástico e botas de borracha não tenho (há limites para tudo) mas tenho o meu casaquinho de chuva/vento impermeável e dá-me um jeito enorme. Mas como continuo portuguesíssima da silva, saco do guarda-chuva à primeira pinga de chuva... e quase poderia jurar que levo com olhares de esguelha à custa disso.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Afinal as pessoas podem mudar


Vivemos uma onda de solidariedade na Europa. De repente o mesmo tipo de pessoas que me faziam comentários deste género estão extremamente preocupadas com situação das pessoas desfavorecidas. Sim, até com os sem-abrigo, que ainda há uns tempos eram todos uns alcoólicos, drogados e preguiçosos (encontrei um texto interessante sobre o tema aqui).

Eu só digo uma coisa. Se todas as pessoas que usam as pessoas desfavorecidas como desculpa para não acolher refugiados fizessem algo que fosse para ajudar as pessoas desfavorecidas, Portugal (e o mundo) estaria bem melhor do que está.

E sim. É verdade que temos muita gente a passar necessidades em Portugal. Gente que até agora não recebeu a ajuda e o apoio de que necessitava. Eu emigrei, sei bem que não há espaço para todos e vivo as consequências disso todos os dias. Portugal estava mal antes dos refugiados e assim continuará com ou sem eles. Quem nos dera que o nosso problema fossem os refugiados, ou os imigrantes em geral. Era tão fácil de resolver, não era? Mas o nosso problema é outro, e vem de dentro. Corrupção. Fuga aos impostos. A mania da grandiosidade - adivinhem as reacções que as pessoas têm quando lhes conto que no nosso "país pobre" temos duas auto-estradas paralelas uma à outra e estádios megalómanos vazios (assim de repente lembro-me do estádio de Aveiro). Uma legislatura que condena as pessoas à precariedade (assim de repente lembro-me dos recibos verdes). O facto de andarmos felizes e contentes a exportar a primeira geração qualificada que o nosso país alguma vez produziu e que se produziu em grande parte graças ao sacrifício das famílias. O facto de praticamente apenas produzirmos bens que países como o Bangladesh e a Índia podem produzir a preços muito mais baixos (abro excepção para o Magalhães, essa grande obra de arte e tecnologia). And the list goes on.

A mim sempre me ensinaram que para resolver um problema é preciso ir-se à raíz dele. Se tens uma casa sem tecto podes comprar um saco-cama térmico para não passares frio à noite mas como é que isso resolve o problema de não teres tecto em casa? E quando chover, o que é que fazes?

Sim, acolher milhares de refugiados vai ser um desafio enorme para um país que no fundo não precisa de mais um desafio para a lista. Tal como foi um desafio para os países que acolheram os portugueses que precisaram de deixar o país durante a época salazarista. Para os que acolheram os judeus que sobreviveram ao Holocausto.

É claro que estou preocupada. Por eles, por nós, por todos. Mas uma coisa é certa, não podemos ficar de braços cruzados a assistir ao desespero desta gente.

Enfim. Mas o que eu queria mesmo era assinalar a comovente onda de solidariedade que se vê por aí. É bom saber que as pessoas passaram a estar tão preocupadas com quem precisa. 


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

5 horas em Zurique


Não há vôos directos Porto - Estocolmo. A viagem leva-me quase sempre um dia inteiro (muitas vezes com direito a acordar às cinco da matina ou mais cedo), durante o qual me concedo way too many caprichos para compensar pelo tédio, pelo cansaço, pela solidão. Ele é livros e revistas; ele é produtos da loja duty free; ele é atacar todos os itens comestíveis que me dê na real gana apesar dos preços astronómicos (já para não falar daquele fenómeno curioso em que as minhas roupas encolhem). E assim vou conhecendo os aeroportos da Europa e desenvolvendo as minhas tácticas de sobrevivência. Desta vez fiz escala de cinco horas em Zurique e como a cidade fica apenas a dez minutos de comboio do aeroporto, lá fui eu. O bilhete de ida e volta e custa cerca de 13€. Encontrei Zurique on fire, quase literalmente. Um calor de morrer (30 graus). Um desfile de milhares de pessoas bastante tocadas pelo álcool, uma espécie de cruzamento do Carnaval com o Pride com a Queima das Fitas. Tinha planeado fazer algo decente, do género almoçar e tomar um café na zona histórica, que por sua vez fica perto da estação, mas a cidade foi completamente invadida pelo pessoal do desfile e por isso não deu para fazer grande coisa (acabei por comer no Mc Donalds do aeroporto). Mas foi giro. Quase fui arrastada para o meio da multidão. Vi ao longe as montanhas que rodeiam a cidade. Passeei ao longo do rio. Tirei resmas de fotos, todas elas de qualidade péssima. Ganhei uma espécie de bronze que não me foi concedido em duas semanas de férias em Portugal #ironiasdavida. E assim passam cinco horas a voar.

Ah. A Sandra do Fondue e Chocolate documentou o desfile de forma mais pedagógica aqui!




quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Às compras em Portugal



Uma lei da vida: quando venho a Portugal faço pelo menos uma "sessão de Bertrand" (ou Fnac). Com toda a calma do mundo, escolho alguns livros, sento-me e dou uma espreitadela aos seus conteúdos, para me decidir. Ando numa fase de romances históricos, de reis e rainhas, e comprei o "Profecia" de S. J. Parris [10 €] para me acompanhar na viagem de volta para a Suécia.


Ah, e comprei a primeira prenda de Natal do ano, para a minha irmã Susana. #vidasobcontrolo


Nos saldos da Kiko, comprei:
Sombra de olhos Click System #236, [2.40 €]
Sombra de olhos Click System #240 [2.40 €]
Lápis de olhos Smart Eye Pencil [2.50 €]
Lápis de olhos Smart Eye Pencil [2.50 €]
Eyeliner Ultimate Pen Long Wear [3.40 €]
Verniz de unhas #287 [1.90 €]

Para meu desgosto, achei os lápis de olhos muito fraquinhos. As cores são l-i-n-d-a-s mas não têm boa pigmentação e por isso não fazem grande efeito. O resto ainda não experimentei mas já conheço os vernizes da Kiko e gosto. Não se destacam no que diz respeito à durabilidade, mas têm um bom desempenho em relação ao seu preço.


Na Clarel:
Pincel para olhos Smokey Eyes da Catrice [3.19 €]
Óleo para cutículas Studio Nails da Essence [2.49 €]
Gel desmaquilhante da Bonté [2.99 €]
Beautifying Lip Smoother da Catrice [3.99 €]
Água micelar da Bonté, que resolveu dar sumiço quando decidi tirar a foto [1.89 €] 

Ando a gostar de descobrir as marcas que se encontram na Clarel, por serem baratas e darem bons resultados (até ver). Já experimentei o óleo para as cutículas e gostei. O desmaquilhante também funciona bem mas é bastante caro para a quantidade que leva (50ml) e comprei-o sobretudo para me acompanhar nas minhas viagens. O produto que se destaca é o "lip smoother" da Catrice. Não é um gloss, não é um batôm de cieiro, é algo intermédio. Não é muito hidratante mas dá um efeito bonito aos lábios.

E no intervalo durante as compras? Um café e um pastel de nata, claro.