segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Parece que é Natal em Estocolmo



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

E agora falando a sério


Escrevi o último post num momento de frustração (e com um bocadinho de ironia). A verdade é que a resposta à pergunta é: apesar de hoje em dia não se enriquecer por emigrar, emigrar compensa financeiramente. O ano está a chegar ao fim e olhei para trás. Fiz um resumo das coisas que fiz e dos sítios a que fui em 2015, algo que teria sido impossível se vivesse em Portugal, desempregada ou a ganhar o salário mínimo...

Comecei o ano em Praga e tive uma passagem de ano mágica.



Em abril fui dar uma volta à Noruega (Kongsberg)...



Em junho fiz uma roadtrip com destino à Croácia (Makarska) e pelo caminho passei dois dias em Berlim. E ainda bebi um café numa estação de serviço algures na Áustria e apaixonei-me pelas montanhas...

Berlim

Algures na Croácia

Makarska, Croácia

Em julho passei pela Inglaterra (Oxford) e pelo País de Gales...

Oxford

Algures no País de Gales

E no meu aniversário (novembro) fui a Amesterdão.



Não vivo em luxo. É raro comprar coisas de marca e não queimo o meu dinheiro em saídas à noite. Vivo num estúdio de 22 metros quadrados para poder ter a liberdade de passar os meus fins-de-semana em Estocolmo e para poder viajar.  A maioria das viagens que faço, faço-as com o cinto apertado. Mas sei que são coisas que não poderia fazer se tivesse ficado em Portugal. Os sacrifícios que fiz ao emigrar concederam-me a liberdade com que sempre sonhei. A liberdade de dar umas voltas pela Europa. A liberdade de decidir mudar completamente de rumo e voltar a estudar por três anos e meio. A liberdade de ter um part-time na minha área e (até ver) boas perspectivas de emprego quando terminar os estudos. No fundo, a liberdade de ir construindo uma vida à minha medida. Por isso, apesar de me chatear ter de gastar 500 euros num bilhete para ir a casa no Natal (algo que não considero um luxo mas uma necessidade) e apesar dos aspectos emocionais da coisa (saudades, solidão, desamparo, integração, you name it), emigrar continua a compensar financeiramente.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Emigrar compensa financeiramente?


Premissa #1: no estrangeiro ganha-se melhor e até como estudante (no meu caso) se tem direito a apoios financeiros inexistentes em Portugal.

Premissa #2: o meu vôo para ir a Portugal no Natal, marcado há uma semana, custou 500 euros. 500 dinheiros, gente!

Conclusão: às vezes não sei.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Só na Suécia #10 - Sem açúcar nem lactose nem glúten nem derivados de leite nem farinha nem fructose s.f.f.


Eu: a que horas chegas para lanchar?

Ela: às 15:30, mas olha que agora deixei de consumir leite e glúten...

Eu: então o que é que comes agora?

Ela: podes arranjar tostas com manteiga de amendoim ecológica... agora ando a comer mais ao estilo vegan.

O que eu pensei: mas eu não tenho pachorra para andar à procura de manteiga de amendoim ecológica!

O que eu disse: e ovos, comes?

Acabámos por comer omeletes. E tostas sem glúten. Há uma primeira vez para tudo, até para lanches alternativos.

Acho que não estou a exagerar quando digo que ainda não conheci um sueco que ande (ou tenha andado) a fazer uma dieta qualquer. É a paleo (dieta das cavernas), a raw food, a LCHF (low carb, high fat), é a 5:2 (comer normalmente durante cinco dias da semana e fazer jejum durante dois), a dieta dos batidos verdes e sei lá que mais. Há uns tempos na escola uma colega estava a relatar a sua experiência com um jejum qualquer que fez e contou-nos que esteve de cama vários dias para não gastar demasiada energia e, assim, aguentar o jejum (daí ter faltado às aulas). Olhei à volta, mas no grupo era eu a única de queixo caído. E já nem falo da febre da comida orgânica. Já me aconteceu duas vezes oferecer fruta a alguém e recusarem por não ser orgânica. E eu acho bem as pessoas quererem cuidar de si mesmas mas incomoda-me o espírito de competição e a pressão social por detrás de muitas destas coisas. Parece que quem tem a dieta mais esquisita ganha. Não admira que haja tanta gente, por cá, com medo/fobia de comer em público.

Mas quem sou eu para dar lições de moral à gente... No Halloween fui vestida à Top Gun, sendo que nunca na vida vi o Top Gun (mas um fato de piloto é um fato de piloto #noregrets).

Elemento em falta: as minhas botas. Andar de sapatos dentro de casa é estritamente proibido cá no reino.