segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Também quero ser como os outros meninos


Pessoal! Ultimamente vi não apenas um mas sim dois filmes que o resto do mundo já viu...

The Secret

Impressão #1: o filme em si é uma sequência de repetições e a capacidade que os protagonistas têm de formular a mesma ideia de 17546 formas diferentes não deixa de ser admirável.

Impressão #2: o conceito "tu formas os teus pensamentos e os teus pensamentos formam a tua realidade, logo pensamentos positivos atraem coisas positivas à tua vida e pensamentos negativos atraem coisas negativas" é uma responsabilidade enorme, o que pode ser bom e mau. Por um lado, funciona como um lembrete para "pensar positivo", por outro lado dá angústia no caso de se falhar, o que leva a ainda mais pensamentos negativos.

Impressão #3: e as pessoas que já nascem com deficiências/problemas variados, adquiriram os seus problemas por pensarem de forma negativa? Don't think so.

Impressão #4: e os meninos que passam fome em África (ou mesmo em Portugal) e as restantes categorias de pessoas em circunstâncias extremas, podem mudar a sua situação através do poder do pensamento positivo? Don't think so.

Impressão #5: apesar dos pontos anteriores, sei que quando pensamos de forma positiva, sentimo-nos melhor connosco próprios e com os outros, ganhamos auto-confiança, irradiamos energia positiva, somos tratados de forma diferente, ganhamos forças para enfrentar contrariedades. E não seria estranho se, a longo prazo, isso se traduzisse em mudanças significativas nas nossas vidas.

Conclusão: o ponto de partida teórico talvez tenha uma ponta de verdade, mas a lógica da "lei da atracção" continua a ter muitos furos e não entendo a loucura que se gerou à volta do livro e do filme.

He's just not that into you

Impressão #1 (antes): Omg. Este filme vai ser horrível.

Impressão #2 (durante): Estou a gostar deste filme! Este filme não é horrível!

Impressão #3 (depois): Muito melhor do que eu pensava.

Conclusão: É light mas ao mesmo tempo não. Tem uns twists inesperados e ensina-nos que nem tudo é como parece. Gostei muito e recomendo a quem está a passar por rupturas amorosas & companhia.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Apenas maiores de 25 anos de idade s.f.f.


No mês passado eu e os meus colegas de curso andámos à caça de estágio para o próximo semestre. Tudo muito organizadinho, ou não fosse isto a Suécia. Foi-nos dada uma lista de lugares aos quais nos podíamos candidatar, e tivemos de nos candidatar a pelo menos 15 lugares e colocá-los por ordem de preferência. Uma vez terminada a época de candidaturas, os lugares foram distribuídos de acordo com um algoritmo qualquer. Mas a maior diferença? Algumas das posições requeriam idade mínima de 25 anos. Uma ligeiríssima diferença em relação a Portugal, onde uma pessoa dessa idade já é tratada como um dinossauro ou coisa que o valha (lá estou eu a exagerar, mas acho que entendem o que quero dizer). 

P.S. A mim? Calhou-me uma posição na agência de emprego estatal, no departamento de reabilitação, onde o objectivo é ajudar pessoas com dificuldades em obter trabalho por diferentes motivos, como doença, dificuldades de aprendizagem, passado criminoso etc.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

E então como vai a vida?


A vida vai bem mas very busy. O calendário universitário sueco só prevê férias oficiais no verão, o que significa que no Natal é suposto trabalhar-se normalmente, mas os professores tentam não marcar aulas e projectos para a época e em vez disso comprimem tudo para as semanas anteriores. Ah, e também marcaram um "exame de fazer por casa" (hemtenta) para a altura do Ano Novo.

E o que é um exame de fazer por casa, perguntam vocês? É o que parece. É um exame, mas faz-se em casa e temos vários dias para responder às perguntas. De acordo com os cálculos dos professores, deve-se dedicar oito horas por dia ao exame (tal como um dia normal de trabalho). Outra diferença em relação a um exame normal (salstenta) é que os critérios de correcção são mais exigentes. E no meio de tudo isto tenho o meu part-time com refugiados menores de idade que chegam sozinhos à Suécia. Os miúdos são fantásticos e não dão praticamente trabalho nenhum (excepto quando pedem ajuda com os trabalhos-de-casa de matemática) mas há semanas em que a vida de trabalhadora-estudante põe a minha capacidade de organização à prova, o que explica a falta de visitas aos vossos cantinhos.

E falar em capacidade de organização. Já comprei quase todos os presentes de Natal! No ano passado comprei a maior parte dos presentes no dia 23 e, ainda não recuperada do trauma, este ano decidi poupar-me a esse stress e tentar dedicar os meus dias em Portugal a coisas mais importantes (como comer ovos-moles e sentir o espírito natalício ou algo do género). Aproveitei os descontos online da Black Friday para o efeito e agora ando a meter nojo ao pessoal, a gabar-me da minha organização. A verdade é que nunca se sabe quando é que um fenómeno semelhante se vai repetir e por isso há que aproveitar cada momento #vidasobcontrolo

Para terminar, as minhas músicas do momento aqui e aqui
E uma música de Natal sueca aqui. É uma das minhas favoritas. E para os mais ambiciosos, uma playlist de 42 canções de Natal suecas!