terça-feira, 26 de abril de 2016

Sabes que vives relativamente perto do Pólo Norte quando


...a tua amiga se mete contigo por estares a usar um gorro "de Inverno". É que o meu, por ser de lã, é de Inverno. O dela, que é algodão, é "de Primavera". Gorro de Primavera? A sério? Por que é que me mudei para um país no qual um gorro "de Primavera" é uma realidade, uma coisa natural?




quinta-feira, 21 de abril de 2016

"Olá, sou o Stefan"


A Suécia é o primeiro país do mundo com o seu próprio número de telefone. Aqui está o Primeiro Ministro Stefan Löfven a atender chamadas de todo o mundo! Muito fofo.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Adeus dignidade, vou ter saudades


Cá no estágio, costumamos fazer uma pequena pausa de exercício/bem-estar (friskvård) durante as reuniões mensais do pessoal. Hoje fizemos isto. Sim, este vídeo mesmo. Seguimos passo-a-passo e foi uma animação.


Vejam até ao fim. Vale a pena.

Mas aqui entre nós os dias de reunião mensal até são fixes porque temos direito a sandes e a tirar uma hora extra de "friskvård" após o almoço (além da hora de friskvård a que temos direito todas as semanas), na qual costumo dar um passeio/ver lojas.

P.S. E por curiosidade. No vídeo falam finlandês e as legendas são em norueguês.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Joana, a embaixadora de Portugal


Ninguém me pediu e o Turismo de Portugal não me paga (embora esteja sempre disponível para negociar), mas desde que emigrei parece que acho que sou uma espécie de embaixadora de Portugal (embaixadora ou embaixatriz?). Quando cometo uma gaffe (ou duas, ou oitenta), fico sempre com um pequeno receio que achem que todos os Portugueses são assim. Ou que todos os imigrantes sejam assim. E é assim que, entre outras coisas, às vezes dou comigo a cumprir regras que nem os Suecos cumprem e das quais nem o Menino Jesus quer saber. E assim vou tentando manter a honra do nosso país intacta. Mas depois há aquele momento em que me dizem "Ah e tal este fim-de-semana vi o Night Train to Lisbon... já viste?". E eu não vi, e nem sequer tenho uma boa justificação. Porque quem arranja tempo para ver a nova série do James Franco (11.22.63) e todos os seus momentos de actuação de qualidade dúbia também consegue arranjar tempo para ver o Night Train to Lisbon. Mas pelo sim pelo não, aproveitei a ocasião para fazer um discurso sobre os encantos de Lisboa a Sintra, passando pelo Gerês.





quinta-feira, 7 de abril de 2016

Das diferenças culturais: a Suécia e as crianças



O parque de estacionamento


Já vos contei que é normal não ser permitida a entrada a crianças em certos cafés e restaurantes, especialmente em Estocolmo? E que é normal as crianças serem excluídas de convites para casamentos e outros eventos? E que em certos sítios é permitida a entrada a crianças mas não a carrinhos de bebé (como na foto)? E que é normal os pais deixarem os filhos a dormir a sesta dentro dos carrinhos de bebé, ao ar livre, devidamente estacionados à porta de estabelecimentos comerciais e restaurantes, enquanto os pais fazem a sua vida? Dizem que o ar fresco faz bem aos miúdos e que assim também não incomodam ninguém/não ocupam espaço. E continuando no tema do ar fresco, também não é raro estacionarem os miúdos na varanda de casa (dentro do carrinho) para dormirem a sesta, mesmo no Inverno.
Por outro lado, por cá são as crianças que mandam no horário e rotina dos pais. Não há festas depois das 19:00 ou das 20:00 para ninguém. Não há saídas espontâneas. Não há, de todo, compromissos na hora de o bebé ir para a cama, e se tiverem convidados em casa não é raro "expulsá-los" de casa na hora de o bebé dormir. Confesso que acho bem serem tão organizados no que diz respeito à rotina dos miúdos porque na minha opinião as crianças precisam de estrutura no dia-a-dia (é fácil falar quando não se tem filhos), embora seja um projecto e meio tentar combinar algo com casais que têm filhos. Também sou a favor da escolha, do facto de se poder escolher ir a um restaurante sem crianças se assim se quiser. E sim, acho que o ar fresco faz bem aos miúdos mas acho que não me atrevia a deixar o meu baby imaginário estacionado à porta, com medo que o raptassem. Chamem-me paranóica, mas... no way.