sexta-feira, 14 de julho de 2017

Produtos auto-bronzeadores do Lidl - a minha opinião



A pedido das leitoras, aqui vai a minha opinião sobre os produtos auto-bronzeadores do Lidl. Fazem o que prometem - dão cor à pele. O cheiro é tolerável (para mim os auto-bronzeadores cheiram todos ao mesmo). Mas devem ser usados com respeitinho porque se não forem massajados muito bem deixam a pele às manchas. É importante lavar as mãos depois de cada uso. E, tal como diz nas instruções, deve-se esfoliar a pele antes de usar, para dar um efeito mais uniforme. É essa a grande diferença em relação aos meus produtos habituais, que podem ser aplicados até às escuras porque não há como falhar com eles. Resumidamente, os produtos do Lidl não são maus para o preço que têm, e valem a pena para quem não pode ou quer gastar dinheiro com este tipo de coisas.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um breve resumo do Verão em Estocolmo até ao momento


Em maio tivemos uns quatro ou cinco dias bonitos e até saí de casa sem levar o casaco.

Em junho contaram-se pelos dedos das mãos os dias em que as temperaturas ultrapassaram os 20 graus e/ou não choveu.

Julho, até ver, está a ser um replay de junho.

E já não vou falar do facto de a probabilidade estatística de eu ganhar no Euromilhões ser maior do que a probabilidade de encontrar cerejas comestíveis (não podres) no supermercado.

Mas vendo pelo lado positivo:

Assim quase não custa trabalhar.

Menos sol, menos rugas.

Estocolmo continua a ser uma cidade fixe. 

E vi finalmente o La La Land. Muito bonito e muito bem feito.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

O incêndio


Já se passaram umas semanas desde o(s) incêndio(s) em Pedrógão Grande e eu não sabia se havia de abordar o assunto aqui porque costumo esforçar-me para criar um espaço positivo para vocês. Não um happy blog, mas um espaço algo positivo. Já abordei assuntos pessoais e mais pesados por cá. Já fui brutalmente sincera. Já falei de tudo um pouco. Mas para mim o incêndio é diferente, porque é uma tragédia que me deixou extremamente triste. Ainda deixa. Cometi o erro de ver as imagens. De ver as entrevistas com os afectados, inclusive um senhor que perdeu toda a sua família chegada. Andei em baixo durante dias, e para ser sincera ainda fico quando penso nisso. Uma tragédia destas dimensões é impossível de entender e aceitar. 

Tentei ajudar. Encontrei várias contas (CGD, Cruz Vermelha e afins) para onde é possível doar dinheiro. O problema, como de costume, é que não disponibilizam a morada do recipiente. E, pelo menos no meu banco, é preciso pôr a morada do destinatário nas transferências internacionais. Penso que às vezes o pessoal se esquece que há muitos, milhares, de Portugueses a viver no estrangeiro, cheios de vontade de ajudar de acordo com as suas possibilidades. 

Acabei por encontrar esta página e fiz um donativo pela internet. O namorado também doou. As autoras da página (Suecas), por sua vez, fazem transferência para a conta da Caixa. 

Dizem que devemos sempre tentar ver o lado positivo das coisas. Eu acho difícil nestas circunstâncias. Mas, se há algo positivo nesta situação, é o facto de que há tanta gente pronta para ajudar. Na página há doações de 100 €, de 200 €, em nome de Suecos. Não sei que relação terão com Portugal, mas não deixa de ser um gesto bonito. No total, a conta vai em cerca de 4 700 €.

Nestas ocasiões a bondade e a generosidade humanas revelam-se, propagam-se. Que se possam propagar mais além do fogo.