quarta-feira, 29 de março de 2017

[Fortalecer o cabelo] Review do tratamento Anti-Snap da Redken (anti-quebra), para cabelo muito frágil e danificado


O Anti-Snap é um dos produtos veteranos da Redken. Já existe há anos e suscita muita curiosidade e muito "burburinho" na internet. Ele usa-se como um condicionador sem enxague, ou seja, aplica-se no cabelo húmido após a lavagem e não se passa por água. Uma das grandes vantagens deste produto, além de ser leve e não deixar o cabelo pesado, é que ele também protege contra o calor e por isso dispensa o uso de produtos extra de protecção contra o calor.


A primeira vez que experimentei o Anti-Snap foi em 2013-2014 e apesar da durabilidade considerável do produto - ele não é barato mas dura bastante tempo e a relação preço/qualidade acaba por ser boa, especialmente quando comprado em promoção (eu paguei 15 euros pelo meu em promoção) - eu não fiquei fã porque o meu cabelo ficou bastante áspero, seco e "rijo" nas prontas. 

Foi só mais tarde que aprendi que o uso demasiado frequente de produtos com proteína pode ter o efeito oposto ao desejado e deixar o cabelo rijo e ainda mais propenso à quebra (!), o que faz sentido porque houve fases em que eu o usava após cada lavagem. E por isso quando o encontrei em promoção no final de 2016, desta vez por 11 euros (eu quase já não compro cosméticos sem ser em promoção, mas isso dava-me material para outro post), resolvi dar-lhe uma nova oportunidade. Desta vez (desde Janeiro) uso-o no máximo dos máximos uma vez por semana e normalmente depois de fazer uma hidratação a fundo, e noto que ele deixa as pontas mais fortalecidas. Um "extra" deste produto é que ele acentua ligeiramente as minhas ondas e caracóis.

O Anti-Snap não faz milagres, não anula a necessidade do corte de manutenção ocasional nem repara pontas duplas (não existe produto no mercado que as repare, no entanto pode-se prevenir) mas ele fortalece o cabelo e acho que, se usado de forma correcta (de forma comedida, especialmente se o cabelo não estiver muito danificado), ele pode tornar-se um bom compincha de quem, como eu, tem o cabelo frágil ou simplesmente quer deixar crescer o cabelo.

Umas dicas rápidas para quem quer experimentar o Anti-Snap, ou outros tratamentos reconstrutores à base de proteína:

  • Aplicar apenas nas partes mais danificadas do cabelo. O cabelo saudável não precisa de proteína extra!
  • Não deve ser aplicado após todas as lavagens e muito menos diariamente em cabelos que não estão extremamente danificados. Pode ser aplicado mais frequentemente em cabelos muito danificados mas não sou especialista e não sei indicar a frequência correcta.
  • Deve ser alternado com tratamentos de nutrição e hidratação, ou seja, produtos sem proteína, queratina e outros agentes de reconstrução do cabelo. Nota: o óleo de côco está na moda e eu adoro mas contém proteína!
  • Dizem os rumores que nem todos os tipos de cabelo "gostam" de proteína, mas isso será uma questão individual.

Post não patrocinado

terça-feira, 21 de março de 2017

Sobre a emigração, a felicidade e as comparações


Desde que saí de Portugal tenho tido oportunidades que não teria se tivesse permanecido em Portugal. Tenho conhecido gente de todo o mundo, posso fazer mais viagens, posso permitir-me certos luxos (sobretudo antes de começar a estudar em full-time), tenho mais direitos enquanto trabalhadora, estudante, cidadã e mulher. Mas, sem querer fazer-me de vítima, também passei por muito para chegar aqui. Já descrevi algumas dessas coisas aqui no blog, mas não cheguei a descrever 10% delas, e no Facebook muito menos. 

É fácil de esquecer (apesar de ter quase a certeza que se aplica a todos os emigrantes e talvez mesmo a todas as pessoas), mas por cada fotografia/post de conquistas, pequenos luxos, bons momentos etc que aparecem nas redes sociais, há muitos momentos difíceis que não se vêem. Não sabemos as batalhas que os outros travam ou tiveram de travar. 

Diz que ontem foi o Dia da Felicidade e estou longe de ser um Dalai Lama mas arriscaria a dizer que uma das chaves da felicidade é parar de nos compararmos com terceiros, e dar graças por aquilo que temos. Eu sei que tento. Até uso uma aplicação "de dar graças" no iPhone (chama-se Gem, mas há muitos mais por aí). 

Desejo muita felicidade e gratidão a quem passa por este canto. 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Os meus corações feitos à mão


Hoje entreguei a tese, todas rejubilam! E para relaxar depois deste período de stress fui dar uma volta pela vizinhança e visitar uma loja aqui perto que acabou de abrir. Acabei por comprar papel de origami, sobretudo para demonstrar o meu apoio por ser uma loja familiar. Mas regressada a casa, apeteceu-me entrar em acção, e o resultado foram estes meninos:



Vou usá-los como "etiqueta" de prendas, tive alguns aniversários de pessoas próximas recentemente e acho que há algo especial em dar e receber coisas feitas à mão. Fazem-se em menos de 5 minutos e penso que são óptimos para fazer com crianças. 

As instruções (imagens) estão aqui. A página está em Sueco mas se andarem um bocadinho para baixo encontram as imagens e não dá para enganar. 

Dá para fazer com qualquer tipo de cartolina (não demasiado fina, não demasiado espessa), desde que seja em forma de quadrado. 

Bom fim-de-semana!

terça-feira, 7 de março de 2017

O inverno Sueco


Não vos vou mentir. O inverno Sueco é longo. Por cá chamam a esta altura do ano "vinter halvåret". "Vinter" significa inverno. "Halvåret" significa meio ano/metade do ano... Façam a vossa própria tradução. 

A grande vantagem é que não se passa frio dentro de casa. Nesse aspecto, o inverno em Portugal é bem mais chato. Outra vantagem é que praticamente não chove. O ar é seco, o que ajuda a lidar com o frio. Frio aliado a humidade é que ninguém merece. Os dias começam finalmente a ficar mais longos. E este inverno tem sido muito suave em comparação com outros. Quem vive na Suécia memoriza as estações do ano. Perguntem a quem quiserem. Vão-vos contar que o inverno 2010/2011 foi terrível e que no verão de 1997 choveu muito.

Toda a gente tem uma estratégia para lidar com o inverno. Muitos fazem viagens para destinos exóticos, de preferência a Tailândia. Há quem invista no exercício. Há quem aproveite para comer tudo o que quer. Há quem invista nos desportos de inverno. Este ano, a minha estratégia tem sido maratonas de Netflix e pensar no verão. Já comprei quatro tops de verão. Agora só resta esperar uma oportunidade de os usar. Nem que seja no verão de 2019. Ou algo do género.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Podem tirar a rapariga de Portugal mas não podem tirar Portugal da rapariga


O tema da conversa era um amigo que por motivos de saúde tem imensas restrições alimentares e neste momento apenas pode comer (literalmente) um par de alimentos.

A primeira pergunta da Joana: mas e então azeite, pode?

Há coisas que não mudam.