Jägerdals Gård, Björnlunda. Fica aproximadamente a 1h 15m de Nyköping. A quinta é "especializada" em cavalos da Islândia (todos baptizados com nomes islandeses) e é gerida por uma família muito simpática. Foi uma das filhas que fez a nossa visita. Andámos por duas horas na floresta, a respirar aquele ar fantástico. O meu cavalo, chamado Seidur, parava a cada dois minutos para comer (foi assim que descobri a nossa primeira coisa em comum). Experimentámos corrida e galope. Ri-me como as hienas do Rei Leão. E no final, houve fika, o tradicional lanche sueco, preparado pela matriarca. Se houve parte de mim que não gostou desta experiência, foram as minhas coxas, que hoje andam cheias de dores. Valeu a pena.
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
A galope
Jägerdals Gård, Björnlunda. Fica aproximadamente a 1h 15m de Nyköping. A quinta é "especializada" em cavalos da Islândia (todos baptizados com nomes islandeses) e é gerida por uma família muito simpática. Foi uma das filhas que fez a nossa visita. Andámos por duas horas na floresta, a respirar aquele ar fantástico. O meu cavalo, chamado Seidur, parava a cada dois minutos para comer (foi assim que descobri a nossa primeira coisa em comum). Experimentámos corrida e galope. Ri-me como as hienas do Rei Leão. E no final, houve fika, o tradicional lanche sueco, preparado pela matriarca. Se houve parte de mim que não gostou desta experiência, foram as minhas coxas, que hoje andam cheias de dores. Valeu a pena.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Nasci para isto
Comprar um bilhete, levar a mala e um livro e ir passear...
Sim, fui a Lisboa. Parece incrível mas só depois de me mudar para a Suécia é que comecei a descobrir a capital do meu país. Há 5 anos, eu conhecia apenas o aeroporto e o jardim zoológico. Mudar para a Suécia despertou em mim uma vontade (ainda) mais forte de explorar Portugal e é isso que vou fazendo quando tenho oportunidade, tentando sempre que essas pequenas viagens não me roubem demasiado tempo com a minha família. É o eterno dilema do emigrante... férias ou família?
Esta visita a Lisboa foi mais curta do que o previsto mas a vantagem disso é que ainda tenho muito por explorar. Desta vez passei pelo Bairro Alto, pelo Chiado e por Belém. Já conhecia Belém mas não me canso daquela luz, daquela beleza e daqueles pastéis e por isso voltei mais uma vez...
domingo, 19 de maio de 2013
On the road
Olá, estou de volta! Os dois últimos posts foram agendados pois andei a explorar o countryside sueco juntamente com o viking. Parte da família dele vive em Dalarna, uma região do país que fica a umas 2-3 horas a norte, e apesar de já lá termos ido várias vezes, a verdade é que nunca aproveitámos para passear a sério. Até agora. E digo-vos, foi das melhores ideias que tivemos nos últimos tempos.
Às vezes chego à conclusão que me saiu na rifa o viking mais paciente de todos, como comentei aqui. Sempre que vejo animais na berma da estrada (ou em qualquer sítio no geral) começo a guinchar de alegria e peço-lhe para parar o carro. Se é seguro, paramos e eu tiro fotos como se não houvesse amanhã. Adoro ver os animais em liberdade, todos eles deveriam ter o direito de viver assim.
A região de Dalarna é conhecida pelas suas casinhas vermelhas de madeira. Estão em todo o lado, lindíssimas, e eu tenho provavelmente mil e seiscentas fotos do género. Hei-de viver neste país muitos mais anos e ainda ficar fascinada com casinhas de madeira. Acho que me fazem lembrar as histórias que eu lia quando era pequenina...
Dalarna também é conhecida pelo seu emblemático cavalo, o Dalahäst, de que a Vânia do Diário de Uma Teimosa fala (e bem) aqui. Este cavalo é fabricado à mão na pequena aldeia de Nusnäs. Fomos lá espreitar a produção e não deixei de tirar a tal foto óbvia em cima do cavalinho.
Durante esta viagem tive a ideia de começar a reunir uns artigos tipicamente suecos para sorteio.
O blog está quase nos 100 seguidores e como agradecimento queria sortear um "cabaz sueco". E já comecei a fazer a colecção: em Nusnäs comprei duas coisinhas!
Para efeitos turísticos, aqui vai a nossa rota: Nyköping - Leksand - Tällberg - Nusnäs - Rättvik - Falun - Nyköping. Ficámos alojados em Rättvik, no parque de campismo Enåbadet. Na foto à direita dá para ver a nossa cabina. Não sou muito experiente no que toca ao campismo, mas gostei deste parque no que toca aos serviços, higiene e conforto.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
E finalmente, Helsínquia!
Quando vim viver para a Suécia, estava convencida de que em apenas alguns meses eu iria visitar todas as outras capitais escandinavas. Afinal, estão tão pertinho... certo? Sim e não. A verdade é que, com o aeroporto de Skavsta e todos os seus vôos low cost (dos quais apenas um para Oslo) a 15 minutos de minha casa, eu posso viajar a outros sítios bem mais interessantes (quanto mais não seja a nível de temperaturas) por uma fracção do preço da viagem para as capitais vizinhas: Oslo (Noruega), Copenhaga (Dinamarca) e Helsínquia (Finlândia). E assim os anos passaram sem que eu concretizasse o meu pequeno projecto. Este verão foi finalmente a vez de Copenhaga. E agora, que uma amiga veio visitar-me à Suécia, surgiu um pretexto para aproveitar e mostrar-lhe (a ela e a mim!) Helsínquia também.
Fomos com a Viking Line, no barco Mariella, que partiu de Estocolmo às 16:30 de sexta-feira, e chegámos a Helsínquia às 10:10 do dia seguinte. São algumas horas de cruzeiro mas o barco era enorme e não lhe faltavam diversões. Entre outras coisas, tinha uma loja de duty free, um spa, três restaurantes e vários bares. Digamos a loja duty free por si mesma ajuda a matar o tempo e o saldo do cartão de crédito, ha!
Chegadas a Helsínquia, fomos a andar até ao centro. Há transportes públicos para a cidade mas nós achámos desnecessário esperar e pagar bilhete, pois afinal o centro fica a dez minutos a pé. Helsínquia é uma cidade tranquila, despretensiosa e bastante pequena, ainda mais do que Estocolmo. Mesmo assim, as nossas 7h passaram a correr, entre passeios, o almoço e várias sessões de fotos.
A minha única desilusão foi não haver uma "baixa", uma parte histórica da cidade. Havia museus, pontos de interesse etc mas não uma zona de casinhas mais velhas, palácios, igrejas e lojas de souvenirs como, por exemplo, gamla stan em Estocolmo. Normalmente o que eu mais gosto de fazer, quando visito sítios novos, é percorrer as suas zonas históricas. Mas não me arrependo, nem um pouco, de ter ido fazer uma visita a Helsínquia.
I see white!
As pessoas também me surpreenderam, mas pela positiva. Eu tinha a impressão de que os finlandeses eram ainda mais reservados do que os suecos, mas as pessoas que conhecemos e com quem falámos durante a nossa curta viagem foram bastante simpáticas e prestáveis, talvez mais do que os suecos.
Às 17:00 de sábado, hora finlandesa (a diferença horária é de 1 h), o barco partiu para Estocolmo. Nessa noite, fomos ao spa fazer uma massagem. Escolhemos uma chamada muscle melt, com a duração de meia hora. Custou 40€. Eu não costumo fazer massagens e, por isso, não posso comparar preços mas achei 40€ demasiado caro para o que "recebi"... sendo que o que recebi foi dor, muiiita dor excruciante, durante aquela massagem do mal. Já a minha amiga ficou bastante satisfeita.
Super pontual, às 10:00 (hora sueca) de domingo já estávamos em Estocolmo de novo e o nosso autocarro de transfer para Nyköping partiu logo às 10:30. A paragem era mesmo em frente ao "terminal de chegadas". Recomendo vivamente o uso do serviço de transfer. Os preços são bastante razoáveis e posso garantir que, depois de um fim-de-semana de cruzeiro, sabe muito bem ter o autocarro ali à porta.
Pronto, aqui fica o meu testemunho sobre o célebre cruzeiro a Helsínquia. Sempre gostei de desfazer mitos...
Agora só me falta visitar Oslo! Me aguardeeem!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
Começar o mês
Setembro nasceu escuro e chuvoso. Nesta altura, ainda não está frio e é bom passear na natureza, sentir o cheiro da chuva e das árvores. O nosso passeio de hoje foi assim:
Como tem chovido muito, apareceram imensas lesmas em todo o lado. É preciso ter cuidado para não as calcar!
| Olá, eu sou uma lesma loira e desejo-vos um bom fim-de-semana! |
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Bem-vindos a Nyköping!
Cheguei à conclusão que nunca apresentei Nyköping (a "minha cidade Sueca") às almas caridosas que seguem o meu blog. Esta conclusão pode ou não coincidir com o facto de que outro dia fui dar um passeio e tirei algumas fotos que gostaria de partilhar ;)
É uma cidade bonita. Perfeitinha. Cheia de espaços verdes, caixotes de lixo, casinhas de contos de fadas. Enfeitada pelo rio que atravessa a cidade e o mar que a delimita. Com cerca de 30.000 habitantes, é pequena e calma. Um bocadinho chata. Mas confesso que sabe bem passar aqui o fim-de-semana, depois de andar a correr a semana toda em Estocolmo.
Aqui está Nyköping, oficialmente no mapa!
![]() |
| Castelo de Nyköping / Nyköpingshus |
O castelo é um dos pontos principais da cidade. No Inverno o laguinho à beira do castelo (não se vê na foto) congela e é utilizado como pista de gelo. No Verão, o pessoal estende-se nas colinas do castelo e passa os dias ao sol, com churrasco e música. A origem do castelo remonta aos tempos medievais. A construção original é do século XI mas com a passagem do tempo e o crescimento da cidade, foram sendo acrescentadas partes ao castelo. Em 1665 houve um fogo que destruiu a cidade quase inteira e o castelo também. O castelo foi reconstruído mas em 1719 os Russos invadiram a cidade e destruíram praticamente tudo. Mais uma vez o castelo foi reconstruído e o resultado foi um edifício muito mais humilde do que o edifício anterior, de inspiração Renascentista. Hoje em dia é difícil acreditar que esta cidadezinha foi, um dia, a residência de reis, considerada capital da Suécia e palco de invasões. Podem ler mais sobre a história da cidade e do castelo aqui.
| "Cascata" do rio e fábrica antiga |
Na super mega mini "cascata" (haverá um nome mais científico para o fenómeno, mas acho que dá para entender) do rio costuma haver competições de caiaque.
| Alla Helgona Kyrka, séc. XV |
sábado, 30 de junho de 2012
Na berma da estrada
Eu juro, não é aquilo que parece!
Em Sueco, "Foder" (pronunciado "fúder") significa forragem, comida de animais. E aqui a engraçadinha não resistiu a tirar uma foto para mais tarde recordar. Encontrámos este belo poster na berma da estrada, a caminho de Örebro. Andar de carro neste país é, aliás, uma verdadeira experiência. As auto-estradas não são muitas, mas em compensação as estradas oferecem paisagens muito bonitas. Lagos, casas de contos-de-fada, pradarias muito verdes, animais da floresta, enfim, uma alegria. Se dependesse de mim estaríamos sempre a parar e a tirar fotos. Eu ainda fico encantada com a paisagem deste país e especialmente com as casinhas de madeira, talvez por não haver em Portugal.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Valborg
Como quem não quer a coisa, chegou Maio e o meu exame de Sueco está cada vez mais perto. Medo, muito medo. Os exemplos de exame que encontrei online dão a parecer que o exame não é fácil, e nem mesmo durante este fim-de-semana tive tempo para estudar. Os culpados?
Começando pelo bom tempo. No fim-de-semana fui visitar a minha prima Sandra e a sua família a Västerås. O tempo estava tão bom que acabámos por fazer uma visita ao Castelo de Ängsö e um churrasco improvisado. O meu primeiro churrasco de 2012, yea!
Búúú! O castelo tem fama de estar assombrado mas garanto-vos que não vi nada de assustador. Pelo contrário, recomendo a visita.
| Ängsö Slott, o Castelo de Ängsö |
| O edifício principal... |
| Fizemos o churrasco mesmo à beira deste lago. |
No domingo ao final da tarde celebrou-se então o Valborg, ou "Noite de Santa Valburga". Apesar do nome solene com que foi baptizada em Português, esta festividade é quase tudo menos religiosa. É, aliás, difícil de explicar sobre o que se trata, já que é uma mistura de várias tradições.
Para começar, esta noite é celebrada em vários países, como na Alemanha, Holanda, Finlândia e Estónia. Cada país a celebra de forma algo diferente mas desde sempre que este festival foi associado à chegada da Primavera e da luz, ao mesmo tempo que nos despedimos da escuridão.
Como podem ver na última imagem, fez-se uma fogueira enorme em frente do castelo aqui de Nyköping. A fogueira simboliza a destruição das coisas velhas/negativas, dando espaço a coisas novas. Na origem da fogueira está também uma superstição de antigamente, segundo a qual entre a noite de 30 de Abril e 1 de Maio os espíritos e as almas penadas andam à solta. O objectivo do fogo é afugentá-los...
Nas minhas leituras sobre o tema, vi que a tradição de acender fogueiras tem a ver com o facto de que na Primavera, depois de vários meses de clausura devido ao frio, os animais das quintas eram soltos. Os agricultores acendiam, então, fogueiras para assustar as raposas e demais predadores. Hoje em dia, animais como vacas ainda passam o Inverno entre de quatro paredes, mas não sei se os agricultores ainda acendem fogueiras.
Mas não é só... Na Suécia, o Valborg está também associado às festas estudantis e marca o final do ano escolar. Diz-se que durante esta festa, muitos adolescentes apanham a sua primeira bebedeira, apesar de na Suécia só se poder comprar bebidas alcoólicas após os 20 anos. Resta adivinhar quem lhes compra o alcóol.
Como podem ver, há várias explicações para esta festividade, mas eu contento-me com a simples celebração da vinda da Primavera. Nós merecemos!
Fotos do Valborg...
| Bem vinda Primavera! |
domingo, 1 de abril de 2012
Na Tailândia
O vôo Estocolmo - Phuket demorou onze horas, que passaram rapidamente, entre um par de filmes, as leituras obrigatórias, as refeições e afins. Chegámos a Phuket de manhã, tempo local, e ainda tivemos que esperar duas horas até o quarto estar pronto para o check-in. Como podem imaginar, não foi o melhor começo para quem acaba de chegar de uma viagem tão longa, mas as duas semanas seguintes compensaram.
A Tailândia tem um clima tropical, muito quente (a temperatura rodou os 30-35ºC durante a nossa estadia) e húmido, com uma média anual de humidade de quase 80%. A época das chuvas estende-se de Junho a Outubro. Estas condições são aparentemente ideais para a flora - a vegetação, densa e muito verde, domina a paisagem. Além disso, a fruta e os vegetais são deliciosos (assim como a comida em geral).
A grande maioria da população (94,6%) é Budista e quase 5% da população é Muçulmana. Graças à tradição Budista, há imensos templos para visitar, que recomendo vivamente aos interessados por arquitectura/religião. Num dos dias, alugámos um táxi durante o dia inteiro e visitámos vários tempos, desde "O Grande Buda" (um Buda com 45 metros de altura) a "Wat Chalong" e a um templo Chinês em Patong. Foi uma experiência fantástica - fiquei fascinada com a beleza dos edifícios e sobretudo com a tranquilidade que se respira (quase literalmente) ao visitá-los. Ao contrário de tantas outras, o Budismo é uma religião feliz e a felicidade propaga-se.
| Em Wat Chalong. |
| Altar para os espíritos |
| Comida para os espíritos |
Como podem ver acima, os Tailandeses e os Budistas em geral cuidam bem dos seus espíritos. A maioria dos edifícios (tanto públicos como privados) conta com um pequeno altar para os espíritos, no qual as pessoas colocam comida. O altar deve ser imponente e a sua decoração deve ser mais cuidada do que a do edifício ao qual pertence. Na segunda fotografia podem ver o altar do hotel. Em qualquer sítio se pode encontrar pratos com comida, bebida e fruta para os espíritos. Este pequeno "estaminé" (3ª fotografia), na base de uma árvore, estava mesmo em frente do hotel e todos os dias passávamos por ele. O menu mudava diariamente e o mais curioso é que nem os cães se aproximavam da comida. Há que notar que, segundo os devotos, a bebida preferida dos espíritos é a Fanta vermelha, e por isso faz parte do menu.
domingo, 16 de outubro de 2011
Fim-de-semana
Pela primeira vez em imenso tempo, pus o fato de treino e as sapatilhas e fui dar caminhadas intensivas, ontem com uma amiga e hoje sozinha. Sabe bem pôr o corpo em movimento e aproveitar o sol de Outono. A caminhada de hoje levou-me até a uma das florestas que temos nas redondezas.
Aqui, como não há muitos centros comerciais, as pessoas tendem a passar muito tempo na floresta ou simplesmente ao ar livre. Como podem ver pela foto, algumas das árvores resistem ao frio e ainda mantêm as suas folhas, algumas amarelas, algumas vermelhas, outras castanhas.
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