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quarta-feira, 10 de julho de 2013

A galope




Jägerdals Gård, Björnlunda. Fica aproximadamente a 1h 15m de Nyköping. A quinta é "especializada" em cavalos da Islândia (todos baptizados com nomes islandeses) e é gerida por uma família muito simpática. Foi uma das filhas que fez a nossa visita. Andámos por duas horas na floresta, a respirar aquele ar fantástico. O meu cavalo, chamado Seidur, parava a cada dois minutos para comer (foi assim que descobri a nossa primeira coisa em comum). Experimentámos corrida e galope. Ri-me como as hienas do Rei Leão. E no final, houve fika, o tradicional lanche sueco, preparado pela matriarca. Se houve parte de mim que não gostou desta experiência, foram as minhas coxas, que hoje andam cheias de dores. Valeu a pena.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Nasci para isto


Comprar um bilhete, levar a mala e um livro e ir passear...


Sim, fui a Lisboa. Parece incrível mas só depois de me mudar para a Suécia é que comecei a descobrir a capital do meu país. Há 5 anos, eu conhecia apenas o aeroporto e o jardim zoológico. Mudar para a Suécia despertou em mim uma vontade (ainda) mais forte de explorar Portugal e é isso que vou fazendo quando tenho oportunidade, tentando sempre que essas pequenas viagens não me roubem demasiado tempo com a minha família. É o eterno dilema do emigrante... férias ou família? 

Esta visita a Lisboa foi mais curta do que o previsto mas a vantagem disso é que ainda tenho muito por explorar. Desta vez passei pelo Bairro Alto, pelo Chiado e por Belém. Já conhecia Belém mas não me canso daquela luz, daquela beleza e daqueles pastéis e por isso voltei mais uma vez... 

No roteiro da próxima visita estão Alfama e o Oceanário mas aceito sugestões.

Até à próxima, cidade a luz bordada.


(Sim, sou do norte e adoro esta canção) ♥
P.S.: Não fumo.



domingo, 19 de maio de 2013

On the road


Olá, estou de volta! Os dois últimos posts foram agendados pois andei a explorar o countryside sueco juntamente com o viking. Parte da família dele vive em Dalarna, uma região do país que fica a umas 2-3 horas a norte, e apesar de já lá termos ido várias vezes, a verdade é que nunca aproveitámos para passear a sério. Até agora. E digo-vos, foi das melhores ideias que tivemos nos últimos tempos. 


Às vezes chego à conclusão que me saiu na rifa o viking mais paciente de todos, como comentei aqui. Sempre que vejo animais na berma da estrada (ou em qualquer sítio no geral) começo a guinchar de alegria e peço-lhe para parar o carro. Se é seguro, paramos e eu tiro fotos como se não houvesse amanhã. Adoro ver os animais em liberdade, todos eles deveriam ter o direito de viver assim.


A região de Dalarna é conhecida pelas suas casinhas vermelhas de madeira. Estão em todo o lado, lindíssimas, e eu tenho provavelmente mil e seiscentas fotos do género. Hei-de viver neste país muitos mais anos e ainda ficar fascinada com casinhas de madeira. Acho que me fazem lembrar as histórias que eu lia quando era pequenina... 


Dalarna também é conhecida pelo seu emblemático cavalo, o Dalahäst, de que a Vânia do Diário de Uma Teimosa fala (e bem) aqui. Este cavalo é fabricado à mão na pequena aldeia de Nusnäs. Fomos lá espreitar a produção e não deixei de tirar a tal foto óbvia em cima do cavalinho.

Durante esta viagem tive a ideia de começar a reunir uns artigos tipicamente suecos para sorteio. 
O blog está quase nos 100 seguidores e como agradecimento queria sortear um "cabaz sueco". E já comecei a fazer a colecção: em Nusnäs comprei duas coisinhas! 



Para efeitos turísticos, aqui vai a nossa rota: Nyköping - Leksand - Tällberg - Nusnäs - Rättvik - Falun - Nyköping.  Ficámos alojados em Rättvik, no parque de campismo Enåbadet. Na foto à direita dá para ver a nossa cabina. Não sou muito experiente no que toca ao campismo, mas gostei deste parque no que toca aos serviços, higiene e conforto. 



domingo, 17 de fevereiro de 2013

E finalmente, Helsínquia!


Quando vim viver para a Suécia, estava convencida de que em apenas alguns meses eu iria visitar todas as outras capitais escandinavas. Afinal, estão tão pertinho... certo? Sim e não. A verdade é que, com o aeroporto de Skavsta e todos os seus vôos low cost (dos quais apenas um para Oslo) a 15 minutos de minha casa, eu posso viajar a outros sítios bem mais interessantes (quanto mais não seja a nível de temperaturas) por uma fracção do preço da viagem para as capitais vizinhas: Oslo (Noruega), Copenhaga (Dinamarca) e Helsínquia (Finlândia). E assim os anos passaram sem que eu concretizasse o meu pequeno projecto. Este verão foi finalmente a vez de Copenhaga. E agora, que uma amiga veio visitar-me à Suécia, surgiu um pretexto para aproveitar e mostrar-lhe (a ela e a mim!) Helsínquia também.



Durante a minha pesquisa, descobri que a forma mais barata e conveniente de ir para Helsínquia era fazer um cruzeiro. Eu já tinha ouvido falar muito sobre os cruzeiros do mar Báltico. Ai ao álcool, ai as pessoas bêbedas, ai os homens de meia-idade à procura de engate. A verdade é que, agora que finalmente tive a experiência por mim mesma, não entendo tanta "polémica". Há álcool, há pessoas bêbedas, há homens de meia-idade à procura de engate. Mas também é fácil ficar longe de tudo isso. E, por 944 coroas por pessoa (com 2 noites a bordo, 2 pequenos-almoços e 2 bilhetes de transfer de regresso a Nyköping incluídos!), vale a pena fazer este cruzeiro. Se tivéssemos ido de avião, pagaríamos esse preço só por um bilhete.



Fomos com a Viking Line, no barco Mariella, que partiu de Estocolmo às 16:30 de sexta-feira, e chegámos a Helsínquia às 10:10 do dia seguinte. São algumas horas de cruzeiro mas o barco era enorme e não lhe faltavam diversões. Entre outras coisas, tinha uma loja de duty free, um spa, três restaurantes e vários bares. Digamos a loja duty free por si mesma ajuda a matar o tempo e o saldo do cartão de crédito, ha!

Chegadas a Helsínquia, fomos a andar até ao centro. Há transportes públicos para a cidade mas nós achámos desnecessário esperar e pagar bilhete, pois afinal o centro fica a dez minutos a pé. Helsínquia é uma cidade tranquila, despretensiosa e bastante pequena, ainda mais do que Estocolmo. Mesmo assim, as nossas 7h passaram a correr, entre passeios, o almoço e várias sessões de fotos. 


A minha única desilusão foi não haver uma "baixa", uma parte histórica da cidade. Havia museus, pontos de interesse etc mas não uma zona de casinhas mais velhas, palácios, igrejas e lojas de souvenirs como, por exemplo, gamla stan em Estocolmo. Normalmente o que eu mais gosto de fazer, quando visito sítios novos, é percorrer as suas zonas históricas. Mas não me arrependo, nem um pouco, de ter ido fazer uma visita a Helsínquia.





I see white!




As pessoas também me surpreenderam, mas pela positiva. Eu tinha a impressão de que os finlandeses eram ainda mais reservados do que os suecos, mas as pessoas que conhecemos e com quem falámos durante a nossa curta viagem foram bastante simpáticas e prestáveis, talvez mais do que os suecos. 

Às 17:00 de sábado, hora finlandesa (a diferença horária é de 1 h), o barco partiu para Estocolmo. Nessa noite, fomos ao spa fazer uma massagem. Escolhemos uma chamada muscle melt, com a duração de meia hora. Custou 40€. Eu não costumo fazer massagens e, por isso, não posso comparar preços mas achei 40€ demasiado caro para o que "recebi"... sendo que o que recebi foi dor, muiiita dor excruciante, durante aquela massagem do mal. Já a minha amiga ficou bastante satisfeita.


Super pontual, às 10:00 (hora sueca) de domingo  já estávamos em Estocolmo de novo e o nosso autocarro de transfer para Nyköping partiu logo às 10:30. A paragem era mesmo em frente ao "terminal de chegadas". Recomendo vivamente o uso do serviço de transfer. Os preços são bastante razoáveis e posso garantir que, depois de um fim-de-semana de cruzeiro, sabe muito bem ter o autocarro ali à porta.


Pronto, aqui fica o meu testemunho sobre o célebre cruzeiro a Helsínquia. Sempre gostei de desfazer mitos...


Agora só me falta visitar Oslo! Me aguardeeem!

sábado, 1 de setembro de 2012

Começar o mês


Setembro nasceu escuro e chuvoso. Nesta altura, ainda não está frio e é bom passear na natureza, sentir o cheiro da chuva e das árvores. O nosso passeio de hoje foi assim:







Como tem chovido muito, apareceram imensas lesmas em todo o lado. É preciso ter cuidado para não as calcar!



Olá, eu sou uma lesma loira e desejo-vos  um bom fim-de-semana!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bem-vindos a Nyköping!


Cheguei à conclusão que nunca apresentei Nyköping (a "minha cidade Sueca") às almas caridosas que seguem o meu blog. Esta conclusão pode ou não coincidir com o facto de que outro dia fui dar um passeio e tirei algumas fotos que gostaria de partilhar ;) 

É uma cidade bonita. Perfeitinha. Cheia de espaços verdes, caixotes de lixo, casinhas de contos de fadas. Enfeitada pelo rio que atravessa a cidade e o mar que a delimita. Com cerca de 30.000 habitantes, é pequena e calma. Um bocadinho chata. Mas confesso que sabe bem passar aqui o fim-de-semana, depois de andar a correr a semana toda em Estocolmo. 


Aqui está Nyköping, oficialmente no mapa! 




Castelo de Nyköping / Nyköpingshus

O castelo é um dos pontos principais da cidade. No Inverno o laguinho à beira do castelo (não se vê na foto) congela e é utilizado como pista de gelo. No Verão, o pessoal estende-se nas colinas do castelo e passa os dias ao sol, com churrasco e música. A origem do castelo remonta aos tempos medievais. A construção original é do século XI mas com a passagem do tempo e o crescimento da cidade, foram sendo acrescentadas partes ao castelo. Em 1665 houve um fogo que destruiu a cidade quase inteira e o castelo também. O castelo foi reconstruído mas em 1719 os Russos invadiram a cidade e destruíram praticamente tudo. Mais uma vez o castelo foi reconstruído e o resultado foi um edifício muito mais humilde do que o edifício anterior, de inspiração Renascentista. Hoje em dia é difícil acreditar que esta cidadezinha foi, um dia, a residência de reis, considerada capital da Suécia e palco de invasões. Podem ler mais sobre a história da cidade e do castelo aqui



"Cascata" do rio e fábrica antiga

Na super mega mini "cascata" (haverá um nome mais científico para o fenómeno, mas acho que dá para entender) do rio costuma haver competições de caiaque. 



Alla Helgona Kyrka, séc. XV

Até o cemitério é bonitinho ;)

A caminho do Hamnen (porto)
 
Já pertinho de casa... Teaterparken

E por fim, o Teatro, que dá o nome ao parque

Espero que tenham gostado da pequena visita!

sábado, 30 de junho de 2012

Na berma da estrada


Eu juro, não é aquilo que parece!



Em Sueco, "Foder" (pronunciado "fúder") significa forragem, comida de animais. E aqui a engraçadinha não resistiu a tirar uma foto para mais tarde recordar. Encontrámos este belo poster na berma da estrada, a caminho de Örebro. Andar de carro neste país é, aliás, uma verdadeira experiência. As auto-estradas não são muitas, mas em compensação as estradas oferecem paisagens muito bonitas. Lagos, casas de contos-de-fada, pradarias muito verdes, animais da floresta, enfim, uma alegria. Se dependesse de mim estaríamos sempre a parar e a tirar fotos. Eu ainda fico encantada com a paisagem deste país e especialmente com as casinhas de madeira, talvez por não haver em Portugal. 







quarta-feira, 2 de maio de 2012

Valborg


Como quem não quer a coisa, chegou Maio e o meu exame de Sueco está cada vez mais perto. Medo, muito medo. Os exemplos de exame que encontrei online dão a parecer que o exame não é fácil, e nem mesmo durante este fim-de-semana tive tempo para estudar. Os culpados? Euuu? O tempo maravilhoso que tem feito e o Valborg, ou "Noite de Santa Valburga" em Português, segundo a Wikipedia.

Começando pelo bom tempo. No fim-de-semana fui visitar a minha prima Sandra e a sua família a Västerås. O tempo estava tão bom que acabámos por fazer uma visita ao Castelo de Ängsö e um churrasco improvisado. O meu primeiro churrasco de 2012, yea!

Búúú! O castelo tem fama de estar assombrado mas garanto-vos que não vi nada de assustador. Pelo contrário, recomendo a visita. 

Ängsö Slott, o Castelo de Ängsö

O edifício principal...

Fizemos o churrasco mesmo à beira deste lago. 

No domingo ao final da tarde celebrou-se então o Valborg, ou "Noite de Santa Valburga". Apesar do nome solene com que foi baptizada em Português, esta festividade é quase tudo menos religiosa. É, aliás, difícil de explicar sobre o que se trata, já que é uma mistura de várias tradições. 

Para começar, esta noite é celebrada em vários países, como na Alemanha, Holanda, Finlândia e Estónia. Cada país a celebra de forma algo diferente mas desde sempre que este festival foi associado à chegada da Primavera e da luz, ao mesmo tempo que nos despedimos da escuridão. 

Como podem ver na última imagem, fez-se uma fogueira enorme em frente do castelo aqui de Nyköping. A fogueira simboliza a destruição das coisas velhas/negativas, dando espaço a coisas novas. Na origem da fogueira está também uma superstição de antigamente, segundo a qual entre a noite de 30 de Abril e 1 de Maio os espíritos e as almas penadas andam à solta. O objectivo do fogo é afugentá-los...

Nas minhas leituras sobre o tema, vi que a tradição de acender fogueiras tem a ver com o facto de que na Primavera, depois de vários meses de clausura devido ao frio, os animais das quintas eram soltos. Os agricultores acendiam, então, fogueiras para assustar as raposas e demais predadores. Hoje em dia, animais como vacas ainda passam o Inverno entre de quatro paredes, mas não sei se os agricultores ainda acendem fogueiras.

Mas não é só... Na Suécia, o Valborg está também associado às festas estudantis e marca o final do ano escolar. Diz-se que durante esta festa, muitos adolescentes apanham a sua primeira bebedeira, apesar de na Suécia só se poder comprar bebidas alcoólicas após os 20 anos. Resta adivinhar quem lhes compra o alcóol.

Como podem ver, há várias explicações para esta festividade, mas eu contento-me com a simples celebração da vinda da Primavera. Nós merecemos!

Fotos do Valborg...



Bem vinda Primavera!

domingo, 1 de abril de 2012

Na Tailândia


O vôo Estocolmo - Phuket demorou onze horas, que passaram rapidamente, entre um par de filmes, as leituras obrigatórias, as refeições e afins. Chegámos a Phuket de manhã, tempo local, e ainda tivemos que esperar duas horas até o quarto estar pronto para o check-in. Como podem imaginar, não foi o melhor começo para quem acaba de chegar de uma viagem tão longa, mas as duas semanas seguintes compensaram.

A Tailândia tem um clima tropical, muito quente (a temperatura rodou os 30-35ºC durante a nossa estadia) e húmido, com uma média anual de humidade de quase 80%. A época das chuvas estende-se de Junho a Outubro. Estas condições são aparentemente ideais para a flora - a vegetação, densa e muito verde, domina a paisagem. Além disso, a fruta e os vegetais são deliciosos (assim como a comida em geral).



A grande maioria da população (94,6%) é Budista e quase 5% da população é Muçulmana. Graças à tradição Budista, há imensos templos para visitar, que recomendo vivamente aos interessados por arquitectura/religião. Num dos dias, alugámos um táxi durante o dia inteiro e visitámos vários tempos, desde "O Grande Buda" (um Buda com 45 metros de altura) a "Wat Chalong" e a um templo Chinês em Patong. Foi uma experiência fantástica - fiquei fascinada com a beleza dos edifícios e sobretudo com a tranquilidade que se respira (quase literalmente) ao visitá-los. Ao contrário de tantas  outras, o Budismo é uma religião feliz e a felicidade propaga-se.

Em Wat Chalong.

Altar para os espíritos

Comida para os espíritos

Como podem ver acima, os Tailandeses e os Budistas em geral cuidam bem dos seus espíritos. A maioria dos edifícios (tanto públicos como privados) conta com um pequeno altar para os espíritos, no qual as pessoas colocam comida. O altar deve ser imponente e a sua decoração deve ser mais cuidada do que a do edifício ao qual pertence. Na segunda fotografia podem ver o altar do hotel. Em qualquer sítio se pode encontrar pratos com comida, bebida e fruta para os espíritos. Este pequeno "estaminé" (3ª fotografia), na base de uma árvore, estava mesmo em frente do hotel e todos os dias passávamos por ele. O menu mudava diariamente e o mais curioso é que nem os cães se aproximavam da comida. Há que notar que, segundo os devotos, a bebida preferida dos espíritos é a Fanta vermelha, e por isso faz parte do menu.



domingo, 16 de outubro de 2011

Fim-de-semana


Pela primeira vez em imenso tempo, pus o fato de treino e as sapatilhas e fui dar caminhadas intensivas, ontem com uma amiga e hoje sozinha. Sabe bem pôr o corpo em movimento e aproveitar o sol de Outono. A caminhada de hoje levou-me até a uma das florestas que temos nas redondezas. 



Aqui, como não há muitos centros comerciais, as pessoas tendem a passar muito tempo na floresta ou simplesmente ao ar livre. Como podem ver pela foto, algumas das árvores resistem ao frio e ainda mantêm as suas folhas, algumas amarelas, algumas vermelhas, outras castanhas.