quarta-feira, 23 de março de 2016

A vida em fotos #2



O festejo do St. Patrick's Day, na semana passada, com música ao vivo. Adoro pubs e todas as desculpas para ir são boas!



No estágio, a chefe achou boa ideia comprar um Senhor Ovo da Páscoa de uns respeitáveis 3 kg para o povo e colocá-lo no lugar mais acessível que encontrou. Note-se que nas últimas semanas até tenho cortado bastante no açúcar, mas desde que este ovo chegou à minha vida as coisas têm sido diferentes. Pelo sim pelo não, tenho levado escova e pasta de dentes e lavado os dentes a meio do dia.






O tema da Páscoa continua... 
Gorda mas feliz!


Nem tudo são desgraças. Este tem sido o meu almoço predilecto nos últimos tempos. Não podia ser mais prático. Meto o salmão no forno com um fio de azeite, vou à minha vida e ele praticamente trata de si mesmo. As cenouras, compro-as congeladas e cozo durante cerca de 2 minutos.


O meu primeiro hamburguer de lagosta, num after-work no Burger & Lobster (Norrlandsgatan 33,  Estocolmo), com um "pequeno" grupo de 24 Portuguesas a viver na Suécia. Estava ma-ra-vi-lho-so e o repasto ficou por menos de 30€ (sem bebida) por pessoa, o que para Estocolmo não é nada mau.


Passeio da hora do almoço, porque quando faz sol não dá para ficar dentro de portas sem consciência pesada.


segunda-feira, 21 de março de 2016

O Português preferido dos suecos, a seguir ao CR7



"Sou mais fofinho que o CR7..."

O Cão de Água Português (Portugisisk vattenhund, em sueco)! No estágio são pelo menos duas as colegas que têm um, e há bastantes "produtores" espalhados pelo país. O mais engraçado é que, que me lembre, nunca ouvi falar desta raça nos quase 21 anos em que vivi em Portugal.

segunda-feira, 14 de março de 2016

E depois do Inverno


Os dias andam mais longos e na última semana tivemos sol duas vezes! Os meus olhos estranharam bastante nas vezes em que saí à rua, e acho que está na hora de começar à procura dos meus óculos de sol. Os suecos, que andam bastante atentos ao assunto, dizem que no dia 20 de março irá suceder o chamado vårdagjämning, ou seja, os dias vão finalmente atingir a mesma duração que as noites. E com a luz da Primavera chegam as depressões: supostamente 3 - 5% das pessoas sofrem de depressão sazonal na Primavera, enquanto 10 - 12% simplesmente "se sentem mal" devido ao contacto com a luz. À medida que o corpo se habitua à luz, o mal-estar vai diminuindo (daqui). Eu cá não me posso queixar, ando há meses à espera da minha estação preferida e mal posso esperar para me estender ao sol.

Nybrokajen, Estocolmo (e o parque de diversões Gröna Lund lá ao fundo!), no sábado pelas 18:00, ainda de dia.

quarta-feira, 9 de março de 2016

A vida em fotos




Sushi. Comia todos os dias, se não fosse tão caro.


A bola é o resto da decoração de uma festa que tivemos em casa, o passarinho já faz parte da decoração da Páscoa. Não me perguntem como é que me vou conseguir livrar destes adereços quando chegar a altura...


Dá para reparar que gosto de cactos?


O povo achava que a Primavera estava a chegar, mas como sempre foi falso alarme.


O "uniforme" da entrevista de emprego: jeans escuras, blazer, top e lenço.

terça-feira, 1 de março de 2016

Pouco a pouco vou virando bipolar


Desde que me iniciei na área de Serviço Social que tenho entrado em contacto imensas pessoas com histórias de vida muito complicadas e, em alguns casos, trágicas. Algumas destas pessoas sentem-se derrotadas, outras mantêm uma força interior quase sobrenatural. Estou a pensar num dos clientes, refugiado de guerra, sujeito a prisão e tortura no seu país de origem. Tem perturbação de stress pós-traumático e uma perna amputada a nível da anca. Tem dores ao andar e estar em pé devido a uma má adaptação à prótese. Este senhor telefona quase todos os dias à agência de emprego, às vezes bastante agitado, a exigir que lhe arranjem um emprego. Penso muitas vezes nele. É uma mistura de pena e admiração daqui até à lua.

Mas voltando à bipolaridade: desde que me iniciei nesta área, passo metade dos meus dias triste e a outra metade feliz, a agradecer por tudo aquilo que tenho.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

"A vida na Suécia é igual à vida em todo o lado"


Já tinha ouvido este discurso antes, e há uns dias aconteceu outra vez. "A vida na Suécia é igual à vida em todo o lado. Trabalhas, voltas a trabalhar, no final do dia os miúdos chegam da escola, fazes o jantar, passas a semana a sonhar com o fim-de-semana, passas o fim-de-semana a fazer coisas banais para as quais não tens tempo durante a semana como comprar roupa para os miúdos, o fim-de-semana passa num instante e depois é domingo à noite estás a preparar marmitas para a semana". 

E eu a pensar para com os meus botões: até podia ser igual. Com a ligeira diferença de que sais do trabalho às 16:30 todos os dias sem que olhem para ti de lado e podes gerir o teu horário de trabalho como bem te apetece, ou seja, trabalhar umas horas extra aqui e acolá e tirar uma tarde/manhã de folga num dia à tua escolha (nem todos os locais de trabalho permitem isto, mas é bastante comum). 

Ainda ponderei explicar as diferenças entre a Suécia e Portugal, mas cheguei à conclusão que não tinha o dia inteiro...

P.S.: E falar em "semelhanças". Hoje celebrámos, com bolo de chocolate, a licença de paternidade de meio-ano (!) que um dos meus colegas de estágio (não é estagiário, mas sim colaborador "normal") inicia amanhã. No total tem-se direito a um ano e meio (!) de licença de maternidade, e o pai tem direito a usufruir de uma boa fracção desse período.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Vida de estudante vs. vida de proletária


Eu não me lembro bem como era em Portugal, mas cá no reino não é costume ter-se aulas todos os dias ou mesmo mais do que uma aula por semana. E quando temos aulas, normalmente não começam antes das 10:15 (nas universidades as aulas e reuniões começam sempre às "e um quarto"). Temos bastantes trabalhos de grupo, pelo menos no meu curso (serviço social), mas gerimos o nosso tempo como bem nos apetece e acabamos por ter bastante tempo livre. É tudo muito bonito, até que chega a hora de fazer um horário normal de 40 horas semanais e trabalhar das 8:00 às 16:30 (o estágio), com tudo o que isso implica, acordar às 06:00, preparar roupa apresentável (de acordo com o padrão sueco, ou seja, bastante casual... mas ainda assim), preparar a marmita, não poder fazer compras quando o resto do mundo está a trabalhar etc. Em que é que me fui meter?!

Mas agora a sério. O estágio, na unidade de reabilitação para o trabalho da agênca estatal de emprego, está a correr muito bem e todos os dias verifico (também graças ao meu part-time) que escolhi o curso perfeito para mim e que mudar de rumo já na idade adulta, com todos os sacrifícios que isso implica, está a valer muito a pena.