Ninguém me pediu e o Turismo de Portugal não me paga (embora esteja sempre disponível para negociar), mas desde que emigrei parece que acho que sou uma espécie de embaixadora de Portugal (embaixadora ou embaixatriz?). Quando cometo uma gaffe (ou duas, ou oitenta), fico sempre com um pequeno receio que achem que todos os Portugueses são assim. Ou que todos os imigrantes sejam assim. E é assim que, entre outras coisas, às vezes dou comigo a cumprir regras que nem os Suecos cumprem e das quais nem o Menino Jesus quer saber. E assim vou tentando manter a honra do nosso país intacta. Mas depois há aquele momento em que me dizem "Ah e tal este fim-de-semana vi o Night Train to Lisbon... já viste?". E eu não vi, e nem sequer tenho uma boa justificação. Porque quem arranja tempo para ver a nova série do James Franco (11.22.63) e todos os seus momentos de actuação de qualidade dúbia também consegue arranjar tempo para ver o Night Train to Lisbon. Mas pelo sim pelo não, aproveitei a ocasião para fazer um discurso sobre os encantos de Lisboa a Sintra, passando pelo Gerês.













