sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Amor à distância


Um dia o Peter disse-me que sou a pessoa mais patriota que conhece e eu fiquei surpreendida. Já fui mais ou menos "acusada" do contrário. Por ter emigrado. Por fazer amizade com espanhóis! Por criticar o nosso país apesar de ter emigrado e, portanto, ter perdido esse direito (de acordo com certas pessoas). 

Mas eu não acredito na história do "longe da vista, longe do coração". Eu estou longe do meu país há anos mas o meu orgulho não pára de assumir novos contornos. Um dos novos desenvolvimentos é ter chegado à conclusão que a luz de Portugal ao final da tarde é mais bonita. Não me perguntem por quê. E apercebi-me recentemente da maravilha que é poder chegar a um café e pedir um croissant prensado. O Peter experimentou um croissant misto prensado e adorou. Não conhecia, porque na Suécia não há. (Não se pede coisas "prensadas" no café. Quanto muito, pede-se para aquecer sandes.)

Também não acredito naquela história d' "o amor é cego". Não é. Eu amo o meu país, mas também vejo os seus defeitos. Irei sempre criticar aquilo que pode ser melhorado e que nos pode ajudar a alcançar o nosso enorme, enorme, enorme potencial. O contrário do amor é a indiferença. Não é a revolta. Não é a desilusão. Não é o desejo de melhorar. 

Eu acho que muitos emigrantes sentem um conflito de lealdade apenas pelo facto de serem emigrantes. Se gostam "demasiado" da pátria, são ingratos para com o país que os acolheu. Se tentam integrar-se "demasiado" no país que os acolheu, é porque se esqueceram das suas raízes e já não gostam da pátria. Quanto a mim, cansei de medir cada palavra e cansei de tentar dizer as coisas certas para não causar interpretações erradas dos dois lados. Portugal será sempre a minha pátria, e a Suécia é a minha residência. Eu tento guardar as qualidades Portuguesas de que tanto gosto, e adopto comportamentos Suecos que admiro. E cá no blog, tento criar uma "ponte" entre os dois países.




terça-feira, 15 de agosto de 2017

E depois de um mês sem actualizar o blog era de esperar que eu fizesse um post decente


Mas só queria mesmo recomendar-vos esta série. É a melhor. A melhor das melhores. A melhor das melhores das melhores. Os actores, a banda sonora, a execução! Acabámos ontem a terceira temporada e diz que no final do ano vem mais uma. Vou só ali esperar pelo final do ano, e já volto. 


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Produtos auto-bronzeadores do Lidl - a minha opinião



A pedido das leitoras, aqui vai a minha opinião sobre os produtos auto-bronzeadores do Lidl. Fazem o que prometem - dão cor à pele. O cheiro é tolerável (para mim os auto-bronzeadores cheiram todos ao mesmo). Mas devem ser usados com respeitinho porque se não forem massajados muito bem deixam a pele às manchas. É importante lavar as mãos depois de cada uso. E, tal como diz nas instruções, deve-se esfoliar a pele antes de usar, para dar um efeito mais uniforme. É essa a grande diferença em relação aos meus produtos habituais, que podem ser aplicados até às escuras porque não há como falhar com eles. Resumidamente, os produtos do Lidl não são maus para o preço que têm, e valem a pena para quem não pode ou quer gastar dinheiro com este tipo de coisas.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um breve resumo do Verão em Estocolmo até ao momento


Em maio tivemos uns quatro ou cinco dias bonitos e até saí de casa sem levar o casaco.

Em junho contaram-se pelos dedos das mãos os dias em que as temperaturas ultrapassaram os 20 graus e/ou não choveu.

Julho, até ver, está a ser um replay de junho.

E já não vou falar do facto de a probabilidade estatística de eu ganhar no Euromilhões ser maior do que a probabilidade de encontrar cerejas comestíveis (não podres) no supermercado.

Mas vendo pelo lado positivo:

Assim quase não custa trabalhar.

Menos sol, menos rugas.

Estocolmo continua a ser uma cidade fixe. 

E vi finalmente o La La Land. Muito bonito e muito bem feito.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

O incêndio


Já se passaram umas semanas desde o(s) incêndio(s) em Pedrógão Grande e eu não sabia se havia de abordar o assunto aqui porque costumo esforçar-me para criar um espaço positivo para vocês. Não um happy blog, mas um espaço algo positivo. Já abordei assuntos pessoais e mais pesados por cá. Já fui brutalmente sincera. Já falei de tudo um pouco. Mas para mim o incêndio é diferente, porque é uma tragédia que me deixou extremamente triste. Ainda deixa. Cometi o erro de ver as imagens. De ver as entrevistas com os afectados, inclusive um senhor que perdeu toda a sua família chegada. Andei em baixo durante dias, e para ser sincera ainda fico quando penso nisso. Uma tragédia destas dimensões é impossível de entender e aceitar. 

Tentei ajudar. Encontrei várias contas (CGD, Cruz Vermelha e afins) para onde é possível doar dinheiro. O problema, como de costume, é que não disponibilizam a morada do recipiente. E, pelo menos no meu banco, é preciso pôr a morada do destinatário nas transferências internacionais. Penso que às vezes o pessoal se esquece que há muitos, milhares, de Portugueses a viver no estrangeiro, cheios de vontade de ajudar de acordo com as suas possibilidades. 

Acabei por encontrar esta página e fiz um donativo pela internet. O namorado também doou. As autoras da página (Suecas), por sua vez, fazem transferência para a conta da Caixa. 

Dizem que devemos sempre tentar ver o lado positivo das coisas. Eu acho difícil nestas circunstâncias. Mas, se há algo positivo nesta situação, é o facto de que há tanta gente pronta para ajudar. Na página há doações de 100 €, de 200 €, em nome de Suecos. Não sei que relação terão com Portugal, mas não deixa de ser um gesto bonito. No total, a conta vai em cerca de 4 700 €.

Nestas ocasiões a bondade e a generosidade humanas revelam-se, propagam-se. Que se possam propagar mais além do fogo. 


terça-feira, 27 de junho de 2017

Os suecos e a sangria



Fiz sangria branca para um grupinho de pessoas numa festa. Eles beberam/comeram à colherada como se fosse salada de fruta, muito satisfeitos e empenhados. As vezes são muito engraçados. 


terça-feira, 13 de junho de 2017

Coisas que aconteceram desde que escrevi aqui da última vez


- Licenciei-me.
- Mudei-me.
- Comecei a trabalhar a tempo inteiro, com contrato por tempo indeterminado.
- Apercebi-me que este trabalho vai exigir muito de mim, mas continuo feliz por tê-lo. 
- Descobri esta música.
- Vi o príncipe Carlos Filipe ao vivo, no dia nacional Sueco.

 Aqui estou, armada em Sueca, a abanicar a bandeira

Têm sido bons tempos, mas é uma espécie de vida nova (sem o ser), que tem requerido muita energia de mim. Eu até pedia desculpa por o blog andar meio abandonado, se eu não achasse que a vida real deve estar em primeiro lugar.